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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

COMO VENCER AS DIFICULDADES DO MUNDO PELA FÉ?


Pr. Jesiel Freitas é entrevistado no pod-cast, "Falando de Deus"


Ouvimos muito falar sobre a fé! Mas, afinal de contas: o que é a fé? E o que não é fé? Uma visão bíblica desse precioso tema e respostas sobre a prática cristã, milagres e como vencer os desafios diários por meio da fé, nessa entrevista concedida ao Pr. Marcos Pavam. Assista e compartilhe com outras pessoas...




quinta-feira, 8 de outubro de 2020

PASTORADO - UM TRABALHO ÁRDUO E DIGNO





A DIFÍCIL MISSÃO DO PASTOR


"E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também".

(João 5:17)


● PASTORADO - UM TRABALHO ÁRDUO E DIGNO

O Senhor JESUS estava recebendo pesadas críticas, simplesmente por haver curado um paralítico no sábado. O homem estava nessa condição há 38 anos e esperava pelo milagre à beira do Tanque de Betesda! Ninguém sequer mensurou a alegria do homem, nem foi digno de um gesto de gratidão para com o mestre. Eles não quiseram demonstrar alegria pelo milagre, tampouco focarem suas atenções na unção que estava sobre ELE. Só tinham dois propósitos: reprová-lo e criticá-lo publicamente. Estamos falando do bom pastor, do sumo pastor! Se não se agradaram DELE, imaginem de nós, os pastores da atualidade. O mestre não perdeu tempo discutindo com eles; apenas deu uma resposta enfática, direta e autêntica: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também".

Então, o primeiro ensino do mestres dos mestres aqui é: cumprir a missão do evangelho, pregar, pastorear e ensinar é TRABALHO! Labutar no reino de DEUS é trabalhar dignamente, porém, é árduo. Há quem não considere o ofício pastoral um trabalho; um erro grosseiro! Pastorear é trabalho duro, um dos mais desgastantes do planeta, segundo a ciência. Obreiros que exercem o ministério pastoral de forma integral e com seriedade, são literalmente desgastados pela dureza da missão! Vejam a expressão usada pelo apóstolo Paulo: "Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado" (2 Coríntios 12.15). Define bem o caráter do ministério no âmbito humano: DESGASTANTE!

É bom saber que é o SENHOR JESUS quem dá pastores à igreja, conforme Efésios 4.11: "E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores"... O próprio DEUS, já no Antigo Testamento, ainda antes da fundação da igreja na linha do tempo, disse: " E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com ciência e com inteligência" (Jeremias 3.15).

Desprezar um pastor autêntico é desprezar uma dádiva de DEUS, um presente dos céus; é desonrar um guia dado por DEUS. É desonrar o próprio DEUS que o deu! O PASTOR chamado genuinamente por DEUS para o trabalho em tempo integral na sua obra, jamais deve sentir-se indigno de viver humildemente do altar, nem resistir a isso. Ele precisa ter tempo para atender as pessoas, para ouví-las, para lhes oferecer orientação e conselho, para orar, para ler a Bíblia e estudá-la com afinco, para cuidar da igreja e para preparar-se para o púlpito. Nem todos têm esse chamado, mas, aquele que o tem, precisa honrá-lo e é digno que seja honrado por todos! O verdadeiro pastor deve ser:

1. Digno do seu salário -  "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário" (1 Timóteo 5.17,18).

2. Digno de comer do altar, de viver do evangelho - "Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho" (1 Coríntios 9.13,14).

3. Digno de duplicada honra - Ou seja, duas vezes mais honrados que os outros, o que estabelece hierarquia e honra no corpo eclesiástico: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina" (1 Timóteo 5:17).

4. Digno de ser obedecido como autoridade espiritual na igreja - "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" (Hebreus 13.7).

5. Digno de sempre ser lembrado pelos crentes - "Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus" (Hebreus 13.7a).

6. Dignos de serem imitados em sua fé - "a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver" (Hebreus 13.7b).

7. Dignos de comunicarem suas necessidades sem qualquer constrangimento - "E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada" (Hebreus 13.16).

8. Dignos de receberem semeadura material em suas vidas, pelo fato de semearem e repartirem as coisas espirituais (de maior valor) com os crentes - "Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?" (1 Coríntios 9.11).

É provado cientificamente que o ofício pastoral é um dos mais solitários, desgastantes e incompreendidos ofícios do mundo! Aliás, não são poucos os pastores que sucumbem à depressão e às doenças ou intempéries emocionais. Cumpre-se a Bíblia: O fazem gemendo e muitos perdem a alegria em fazê-lo!

CONCLUSÃO: A igreja, indistintamente, deve compreender que a missão do pastor é um TRABALHO. Deve compreender também que é um TRABALHO DIGNO! E, por consequência, deve entender que o pastor deve ser reconhecido por isso. É bíblico, doutrinário, apostólico, divino, justo e honesto! Quem assim não reconhece, despreza as escrituras sagradas em suas orientações e normativas sobre o tema e cria obstáculos amparados, na maioria das vezes, pela avareza, pela incredulidade e pela carnalidade. É fato que nem todos são chamados para esta sublime missão em tempo integral, mas, os que são, devem ser reconhecidos. Ninguém deve ser mercenário, nem charlatão, nem ter a ambição de enriquecer às custas do altar, mas, se é chamado, deve compreender a dignidade em viver dele. Aliás, o próprio Senhor JESUS, autor do texto da nossa reflexão, tinha seu ministério sustentado por mulheres voluntárias: "e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas" (Lucas 8.2,3).

Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

quinta-feira, 4 de junho de 2020

QUE SAUDADE DO TEMPLO, DA IGREJA, DO POVO!



"Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava".

(Salmos 42:4)

● SAUDADES DOS CULTOS PRESENCIAIS NO TEMPLO

○ Sentimento comum dos cristãos genuínos.

Alguns críticos infundados tem proferido duras críticas àqueles que estão entristecidos e reclamando a falta dos cultos presenciais. Um equívoco gigantesco taxá-los como "viciados em reuniões". As redes sociais tem sido campo aberto para dar voz há muita gente com pouca experiência cristã, ou de vida espiritual de péssima qualidade. Neófitos aos montes criticam os sentimentos daqueles que possuem longa experiência de prática cristã e jornada de fé. Alguns se veem como portadores de autoridade para tal, no entanto, sem de fato tê-la. É normal, compreensível e ordinário sentir essa saudade do templo, especialmente para aqueles que foram criados no convívio da igreja e outros, que mesmo tendo chegado depois, se apaixonaram e construíram uma história genuína de amor com ela, por meio de CRISTO! O ajuntamento para adoração de fato faz falta, e muita. Esse tempo de isolamento social tem mostrado isso. E mais: isso é muito bom e altamente positivo, funcionando como termômetro dos hábitos de devoção. É exatamente o que o salmista escreve acima! Veja a escalada textual e literária:

• Quando me lembro disto
• Derramo a minha alma
• Eu havia ido com a multidão
• Fui com eles à Casa de DEUS
• Com voz de alegria
• Com voz de louvor
• Com a multidão que festejava


Como eu, alguém mais se identifica?

Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

segunda-feira, 29 de abril de 2019

PORQUE SOU TEMPLO NÃO PRECISO IR AO TEMPLO?



Nos últimos anos tem surgido um modismo desses perigosos que surgem de tempos em tempos e que geram estragos incalculáveis no seio da igreja: um que diz que na Nova Aliança somos templos do Espírito Santo e agora, por causa disso, não precisamos frequentar os cultos nos templos. Segundo tal doutrina, a igreja não precisa de templo, e o prédio onde nos reunimos não pode ser chamado de templo. Então, é preciso esclarecer isto com propriedade. De fato, a Bíblia diz que agora somos templos do ESPÍRITO SANTO:

I Coríntios 3:16,17 - "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá, porque o templo de Deus, que sois vós, é santo".

I Coríntios 6:19 - "Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?"

É fato inquestionável que somos templos do ESPÍRITO SANTO. Todavia, em qualquer vernáculo, há palavras de duplo significado. No entanto, isso não anula a propriedade de templo dos prédios onde nos reunimos coletiva e biblicamente para adoração, como faziam nossos irmãos da igreja primitiva. Tampouco, isso dispensa a necessidade de nos reunirmos em assembleias para adoração. A diferença é que somos templos do ESPÍRITO SANTO e como tais abrigamos em nós mesmos o habitante ou morador ESPÍRITO SANTO. Já os templos de alvenaria, abrigam durante os cultos a DEUS, os adoradores que tem neles o ESPÍRITO SANTO. Uma coisa não anula a outra. Em todo o Novo Testamento a Bíblia revela reunião dos crentes para adorarem a DEUS, o que fortalece a fé, viabiliza o ensino coletivo da palavra, a pregação do evangelho para maior números de pessoas, a adoração conjunta e, especialmente, cultiva e fortalece a comunhão do corpo de CRISTO, da união para adoração. Então, vejamos apenas alguns textos que refutam já na Nova Aliança, a falsa doutrina que dispensa a necessidade de reunião no templo para cultuar ao SENHOR:

Atos 2:1- “Cumprindo-se o Dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar”.

Atos 2:46,47 – “E, perseverando unânimes todos os dias no TEMPLO e partido o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o SENHOR à igreja aqueles que se haviam de salvar” (grifo meu).

Atos 4:31 – “E tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus”.

Atos 5:42 – “E todos os dias, no TEMPLO e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a JESUS CRISTO” (grifo meu).

I Coríntios 14:16 - "Que fazer, pois, irmãos? Quando vos CONGREGAIS, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação".

Hebreus 10:25 - "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que vai aproximando aquele dia".

A visão de alegria em cultuar, de aprender no templo, de acessar a presença do SENHOR na adoração coletiva e do prazer de estar no templo, que é chamado também de Casa de Deus ou de Casa de Oração, é a mesma do Antigo Testamento:

Mateus 21:13 - E JESUS "disse-lhes: Está escrito: 'A minha casa será chamada casa de oração'; vós, ao contrário, estais fazendo dela um 'covil de salteadores'.

Salmos 27:4 – “Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo”.

Salmos 84:10 – “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil”.

Salmos 122:1 – “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR”.

Conclui-se então que frequentar o templo continua sendo ato necessário, obrigatório, devocional e extremamente benéfico para manter a intimidade com DEUS e com o Corpo de Cristo.


Pr. Jesiel Freitas 
Ministério Palavra no Altar

sexta-feira, 30 de março de 2018

O VALOR DA CRUZ DE CRISTO - O que a cruz representa para nós, cristãos



A cruz de Cristo é o elo da comunhão entre o homem e o seu Criador, é a essência da reconciliação. Não é à toa que a cruz é o principal símbolo do cristianismo. Cada religião tem seu símbolo emblemático que remete diretamente à sua principal mensagem e no caso do cristianismo é a cruz. Em qualquer lugar que você avistar uma cruz, saberá que ali existe ou passou alguém que prega a Jesus Cristo. Até nos filmes e séries de TV, somos informados claramente sobre isto.



Nós evangélicos, especialmente no Brasil, pouco usamos o símbolo físico da cruz em nossos templos ou cultos por causa da veneração ou da idolatria dirigida à ela pelo romanismo, o que, sinceramente, não justifica, apenas explica a quase rejeição. Mesmo no Brasil, em regiões com cultura européia, como no sul do país, por exemplo, grande parte das igrejas evangélicas utiliza a cruz como símbolo presente, inclusive as Assembleias de Deus que, historicamente, não usam o símbolo da cruz em seu cotidiano. Por quase toda a América do Sul e América Central, se vê o uso da cruz nos templos evangélicos, assim como também na América do Norte (Estados Unidos), nos países da Europa e na Inglaterra, berço de grandes pregadores que marcaram épocas. Portanto, é impossível desvencilhar-se da cruz como símbolo dos seguidores de Cristo e é estranha a rejeição radical dela por grande parte dos evangélicos! Sem cruz, não haveria cristianismo. A cruz sustenta o sacrifício da redenção, autentica todos os milagres realizados por Jesus, reconcilia o homem com Deus, aponta para a ressurreição e sustenta a doutrina da eternidade. Vejam o que diz o texto da epístola de Paulo aos Efésios 2. 16:


"E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades".


Claramente, nesse texto, a cruz mata as inimizades e nos reconcilia com DEUS, nos tornando o corpo de CRISTO! O apóstolo Paulo vai mais longe, e diz que há muitos que são inimigos da cruz de CRISTO, conforme Filipenses 3. 18:


"Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo",


Não dá para ser inimigo da cruz de Cristo, seja em forma de doutrina, ou mesmo como símbolo magno da salvação. O próprio Paulo ainda frisa que se há algo no qual devemos gloriar-nos, é na cruz de Cristo: 



"Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6:14).




Conclui-se que a cruz deve ser escândalo para os ímpios e não para nós. Ela deve ser rejeitada pelos que rejeitam a Cristo, nunca pelos que o reconhecem como Salvador e Senhor de suas vidas. A cruz não deve jamais ser idolatrada ou reverenciada como aquela que nos salva, porque quem nos salva é Cristo que passou por ela; a cruz foi apenas o instrumento usado para o sacrifício do Cordeiro. ELE deve ser adorado, venerado, reverenciado, exaltado, glorificado, amado e reconhecido como Salvador. Todavia, foi na CRUZ que ELE pagou o preço da nossa redenção! Para nós, a cruz não é vergonha alguma, ela é o poder de Deus que nos resgata do pecado para uma vida de santificação.



"Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (1 Coríntios 1:18).




Pr. Jesiel Freitas 
Ministério Palavra no Altar

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

DÍZIMO - SEMEADURA DE FÉ, OBEDIÊNCIA E FIDELIDADE


A colheita do dízimo é precisa; uma promessa infalível.


"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas" (Mateus 23: 23).


Dízimo envolve tudo o que você tem de receita e, claro, envolve dinheiro. Você não recebe seu pagamento em alimentos, você recebe em dinheiro. Dízimo não é nem da lei, nem da graça, é antes dos dois. Dízimo é gratidão e obediência. É mensal... nos tempos bíblicos era anual, porque as colheitas eram anuais. Também por isso eram em forma de cereais, alimentos ou animais. É de suas receitas regulares. É bíblico e regulamentado também no NOVO TESTAMENTO pelo próprio SENHOR JESUS. Normalmente, as pessoas que pregam contra o dízimo são infiéis, avarentas, ingratas, murmuradoras e insatisfeitas. Vão ao templo, sentam-se em cadeiras confortáveis, tomam água gelada no bebedouro, usufruem do som e da energia elétrica do templo, ouvem a Palavra, querem cuidado pastoral constante, cobram muito do pastor, querem ventiladores ou ar-condicionado, mas não querem contribuir para ter tudo isso. Acham que um templo é mantido magicamente, só pela fé e sem necessidade de dinheiro. 

Querem um pastor à disposição, mas acham que ele não come, não bebe, não dorme e não tem necessidades com a sua família. Deviam saber que se não são fiéis nos dízimos e nas ofertas, não tem direito a nada disso. É como morar na casa dos pais a vida inteira, homem barbado, e não ajudar com nada. Quem não trabalha, não come. Recorrem à figura do sacerdote do Antigo Testamento, mas não sabem que ele e sua família viviam vinte e quatro horas a serviço do templo e do povo e era sustentado pelos dízimos. A razão disto é que são desobedientes, ingratos e avarentos! E a palavra dízimo nos originais, quer dizer: DÉCIMA PARTE, ou DEZ POR CENTO. Todos os que apregoam contra o dízimo são egoístas, descrentes e avarentos. É um caminho pelo qual nenhum crente genuíno em JESUS CRISTO deve entrar.


Pr. Jesiel Freitas 
Ministério Palavra no Altar

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O SUICÍDIO DE PASTORES - Uma conversa franca sobre o assunto


Infelizmente, nos últimos dias temos sido surpreendidos com as notícias de pastores cometendo suicídio. Um fato triste, porém um alerta para nossas lideranças e pastores de todo o Brasil. É preciso dar um pouco mais de atenção às necessidades destes homens vocacionados que dedicam suas vidas ao altar do Senhor. Esse vídeo, foi gravado durante uma transmissão AO VIVO feita pelo Pr. Jesiel Freitas no seu perfil do FACEBOOK, tratando sobre o tema. Assista, indique e compartilhe:

  




Ministério Palavra no Altar

quarta-feira, 19 de julho de 2017

PARTE PARA A ETERNIDADE O PASTOR ANTONIO MUNHOZ


Após mais de trinta anos atuando como presidente da Assembléia de Deus, Ministério do Belém no Campo de Americana, estado de São Paulo, partiu para a eternidade nessa terça-feira, aos 88 anos de idade, o Pastor Antonio Munhoz. Com uma história exemplar na plantação de igrejas, no empreendimento missionário e na formação de obreiros, Pr. Munhoz deixa um legado fantástico e uma multidão de corações tristes pela sua despedida temporária. Jubilado no último mês de janeiro, foi sucedido pelo seu filho, Pr. Cláudio Munhoz, que até então presidia o campo da AD Belém na cidade de Araraquara, estado de São Paulo. Com problemas de saúde desde o ano passado, Pr. Munhoz estava internado na última semana, na UTI do Hospital da Unimed em Americana, após participar do seu último culto de ceia do Senhor com a igreja há duas semanas. Seu velório está acontecendo no templo central da AD Belém de Americana, no Bairro Cordenunci, onde neste momento acontece o culto fúnebre e seu sepultamento ocorrerá por volta das 15 horas de hoje. Como obreiro, tive minha formação com o Pr. Antonio Munhoz, por quem fui indicado e ordenado ministro no Belenzinho em São Paulo, no ano de 1998. Desde então, servi por cerca de 16 anos consecutivos como pastor em suas igrejas o auxiliando também no trabalho missionário e em escolas teológicas do campo, como professor. Sempre foi da minha intimidade doméstica, do convívio familiar. Fizemos inúmeras viagens juntos e desfrutamos de comunhão e companheirismo durante todos esses anos. Meu coração se entristece pela separação, mas é confortado com a certeza de que nos reencontraremos em breve na glória eterna de CRISTO.

Acima, Formatura do Curso Superior de Teologia. Nas duas fotos abaixo, ministrando no Templo sede com o Pr. Munhoz.

Início do meu ministério em 1998 com o Pr. Antonio Munhoz em Itajobi, SP.



Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

quinta-feira, 6 de julho de 2017

A ÉTICA QUE SUFOCA A OUSADIA


"Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda ousadia a tua palavra". Atos 4:29


Há um fenômeno extremamente negativo ocorrendo no meio evangélico, e precisa ser abordado com firmeza e seriedade. É o fenômeno da falsa ética na pregação do evangelho do Senhor Jesus Cristo, que tem camuflado a covardia com que muitos pregadores, pastores e igrejas vem exercendo o ministério da pregação. É triste, lamentável e profundamente reprovável do ponto de vista teológico. Pregadores e pastores não podem esquecer que tem a responsabilidade expressa na transmissão das verdades bíblicas e na comunicação das doutrinas divinas, por mais antipáticas ou anti-sociais que elas pareçam. Em nome da ética e da "educação", estão pregando apenas o que lhes convêm, ou o que agrada aos ouvintes, inclusive, sob a falácia de que o amor é mais poderoso que o juízo.

É bom lembrar, que não há amor onde não existe verdade ou onde ela exista apenas pela metade. Amar os pecadores, significa dizer-lhes que CRISTO salva e que, para isso, precisa perdoar-lhes os pecados, redimi-los deles e torná-los seus filhos. O processo para isto, por parte do pecador, é reconhecer seus pecados, arrepender-se deles, confessá-los e pedir o perdão de Deus, passando a viver para ELE. E não há como o pecador arrepender-se de seus pecados se primeiro, não saber o que é pecado, o que o separa de Deus e o que fazer para livrar-se deles. Daí porque, o evangelho precisa ser pregado na íntegra, genuína e ousadamente, sem desvios e sem omissões. Não é papel da igreja ser simpática com o mundo ou afagar suas práticas pecaminosas em nome do amor. Um pai que ama o filho, aponta-lhe os erros, ensina-lhe o que é certo e o que é errado e, quando este filho erra, abraça-o oferecendo-lhe perdão, mas mostrando-lhe a necessidade de abandonar a prática do erro. Não há como ser diferente.

Outro dia, ouvi que a igreja não pode nem deve ser radical na exposição ou na denúncia do pecado. E ouvi de alguém que, no mínimo, deveria pregar veementemente contra ele. Já disse alguém, que não devemos nos preocupar em ofender a consciência do pecador que não se preocupa em ofender a santidade de Deus. Igreja não é centro de terapia afagadora de infratores da lei divina; Igreja é agência de Deus na comunicação do evangelho de forma plena, clara, direta e, inclusive, se necessário, de forma agressiva. Silenciar diante do pecado não é um exercício de ética, mas prática de covardia diante da responsabilidade mais sublime da igreja de CRISTO! A igreja não pode esquecer que seu papel é ser LUZ DO MUNDO e SAL DA TERRA. Gosto do texto bíblico que transcrevi no início desse artigo: 

"Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda ousadia a tua palavra".

Talvez, você tenha o desejo de me perguntar o que dezenas de pessoas me perguntam por onde passo anunciando o evangelho: "Mas, pastor, o que devemos fazer diante das leis que estão tentando criar para prejudicar igrejas, pastores e pregadores?"... Bem, a resposta é simples: se você é um cristão genuíno, um verdadeiro pregador ou pastor, deve fazer o óbvio: desafiá-las, pregar a verdade a todo custo, a tempo e fora de tempo. Se algum dia você for processado, preso e condenado por pregar a verdade, glorifique a Deus! Era assim que faziam os crentes e pregadores da igreja primitiva; Enfrentavam seus opositores com OUSADIA e não se acovardavam em nome da ética. Quando as autoridades judaicas prenderam e questionaram o apóstolo Pedro e os demais apóstolos por anunciarem a verdade do evangelho, essa foi a resposta precisa, corajosa e digna da parte deles:

"Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens".

Nem preciso dizer que praticamente todos eles morreram martirizados por pregarem o evangelho. Prefiro ser como Estêvão, que sendo apedrejado pregou a verdade até seu último suspiro, que morrer como um covarde que teve vergonha do evangelho de CRISTO. E, o que dizer de Paulo, Pedro, Tiago, Mateus e todos os demais? Não aceitemos a ética que sufoca a ousadia!


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar 


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CASAL ABENÇOADO?! - Todo casal é abençoado?


É comum ver nas redes sociais, o que passarei a descrever agora. Fato verídico: Tenho um amigo que sempre serviu como pastor e parece continuar na função até hoje. Ele era casado há catorze anos e tinha três filhos com sua esposa, até que resolver abandoná-la e viver com outra mulher com a qual confessou manter um caso há pelo menos um ano antes de abandonar sua família. Ele deixou a esposa e seus três filhos e foi viver com essa mulher, que já está no terceiro marido (com ele), tendo abandonado todos os outros e deixado um filho com cada um. Bem, essa é a história dele. Apesar de anormal, a prática tem se tornado habitual na sociedade. Mais anormal ainda que isto, é o que passo a narrar: O amigo, tão próximo outrora, continua mantendo, como é natural, seus perfis nas redes sociais. Nesses perfis, divulga fotos com sua "nova esposa" com sorrisos que vão de orelha a orelha, beijos apaixonados e poses românticas... Aí vem o absurdo que também tem adquirido tom de normalidade: os crentes, irmãos evangélicos em comunhão com o Corpo de Cristo, comentam alegremente as imagens com expressões do tipo: "casal lindo"; "top"; "que maravilha"; "felicidade, vocês merecem", etc. Mas, aí vem as piores: "Deus abençoe o lindo casal"; "Deus continue abençoando vocês"; "Que bênção", etc. Um deles foi mais entusiasmado: "É lindo ver o que Deus faz".

É o cúmulo da alienação bíblica: Atentemos para o seguinte: Qualquer casal formado a partir de um ato de traição ou adultério, abandono da família, quebra de aliança, leito maculado e violência moral contra a sagrada instituição da família, independentemente das justificativas apresentadas, que não sejam amparadas biblicamente, não tem a bênção de Deus! E ponto final! Adultério é pecado grave! Abandono da família é profanação da mais sagrada instituição divina e violência moral, espiritual contra o cônjuge, contra os filhos, contra a família de ambos (envolvida inevitavelmente nos laços), contra a Igreja de Cristo e contra a sociedade. Não se pode destruir uma ou duas famílias para instituição de uma terceira. O cônjuge que provoca essa situação está moralmente falido e em falta grave diante de DEUS. E quem aplaude, apoia, ovaciona, ampara e participa com os infratores, torna-se cúmplice, conivente, e, portanto, comete o mesmo pecado. Como pode alguém dizer: "Deus continue abençoando vocês" ou ainda: "É lindo ver o que DEUS faz". Deus faz essas aberrações? Por acaso seria DEUS conivente com o adultério e a prostituição? Diz alguém: "Mas, pastor, desde que se reconciliem na igreja, peçam perdão e se casem com o novo parceiro (a) direitinho no cartório, está tudo certo, afinal, a situação foi acertada, resolvida!". Mentira! Se você abandonou seu cônjuge (a não ser por causa de adultério dele - Mateus 19: 9 - Novo Testamento - Graça/Além da Lei) e se casou novamente com outra pessoa, estando seu primeiro cônjuge vivo, você está em ato de ADULTÉRIO. Você não apenas cometeu adultério, você continua em ADULTÉRIO! Não há o que discutir. Ah, e pecado não caduca a não ser que você se arrependa, o abandone, peça perdão e se reconcilie de fato com Deus e com a Bíblia.

Sinto muito declarar isto, realmente sinto, mas quem está nesta situação, está debaixo de MALDIÇÃO! E não está debaixo de maldição porque eu ou porque qualquer pastor, líder, obreiro, crente ou pessoa (seja quem for) tenha amaldiçoado. Está sob a maldição do pecado porque vive nele! É a própria pessoa quem atraiu essa maldição para si. E não há como mudar isto! A não ser que a pessoa tenha feito isto quando não era crente, não conhecia a Deus e à sua Palavra e então tenha feito isto na ignorância. Então, você perguntaria: "Mas, e se essa pessoa estiver prosperando materialmente, aparentando felicidade e esbanjando alegria?". Bem, em primeiro lugar, prosperidade financeira não é atestado de bênção divina, fosse assim, não haveria tantos ímpios ricos, aliás, a maioria dos ricos é ímpia. Em segundo lugar, é impossível alguém que viva em adultério estar realmente feliz; pode até aparentar felicidade, mas a alma é vazia, amarga, triste e vive sob constante peso da culpa na consciência. Da mesma forma, a alegria é momentânea ou apenas aparente. Ninguém que tenha destruído um ou dois lares, abandonado sua família, seus filhos ou coisa assim, é realmente feliz! Pode mentir para a sociedade inteira, pode mentir para os amigos, pode mentir para os irmãos, pode mentir para a família, pode mentir para a igreja, mas, não pode mentir para si mesmo ou para DEUS! Então, saiba: nem todo casal é casal ABENÇOADO!

E, cuidemos de nossos olhos: "A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;" (Mateus 6:22). 


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CARNAVAL GOSPEL?! - O doce engodo satânico para os tolos



Causa nojo, náuseas intensas, ver o comportamento profano de artistas da música gospel e cantores ditos "evangélicos" no CARNAVAL. "Carnaval Gospel"!!?? Que imundície satânica é esta? E que tolice e insanidade são essas dos crentes que aceitam? Que comunhão tem com Deus cantores e pastores que levam trios elétricos e blocos para participarem do carnaval (FESTA DA CARNE)? Uma cantora de renome chegou a declarar que os crentes brasileiros vão entrar no céu sambando. Uma conhecida igreja em Minas Gerais, transformou o seu culto em baile de carnaval com "folia gospel" dentro da igreja. Cegos, sepulcros caiados, condutores de cegos e aves de rapina que agem com estratégias empresariais satânicas para atrair e prender os tolos e ignorantes espirituais. O sagrado jamais se mistura com o profano. E que venham os tolos defensores dos tais...

Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A MENTIRA DO PRECONCEITO DOS EVANGÉLICOS


Uma falácia criada pelos ímpios e alimentada pelos teólogos liberais



Não é estranho que os cristãos sejam rotulados de preconceituosos pelo mundo. Não é novo, não é admirável e não é anormal. Os ímpios nunca aplaudiram os crentes e nunca aplaudirão, aliás, os crentes incomodam e muito os incrédulos. E isto acontece porque a mensagem que os crentes pregam julga a consciência, o comportamento e as práticas pecaminosas dos homens e mulheres distanciados de Deus. O que é estranho e fora de padrão é que um determinado segmento evangélico acuse os próprios evangélicos de praticarem o preconceito apenas porque pregam contra o pecado. Os liberais verberam aos quatro ventos que nossa mensagem deve ser carregada apenas do amor de Deus para com os homens já que vivemos no tempo da graça. E encontram seus discípulos e admiradores em nosso meio. Não é difícil, afinal, em muitos altares andamos pobres de conhecimento, de Bíblia e de mensagem cristocêntrica de fato. Se surpreendidos em um momento qualquer, sem que haja reflexão saudável sobre os ensinamentos de Cristo, não é difícil que passemos a nos questionar e até nos culparmos pelo deslize do preconceito. Mas, será que realmente praticamos o preconceito? Somos intolerantes com os pecadores ou somos intolerantes com o pecado? Consideremos o significado da palavra "preconceito", que vem do latim praeconceptu.

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa = Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial. Opinião desfavorável que não é baseada em fatos objetivos (intolerância). Estado de abusão, de cegueira moral. Superstição. 

Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa = Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos.

Etimologicamente, de acordo com "A vida íntima das palavras" de Deonísio da Silva (Editora ARX, 2012), preconceito é o que é "concebido ou gerado antes, obtido antes do conhecimento de fatos que podem contestá-lo. Diz-se do juízo sem base, exarado a partir de intolerâncias prévias". 


Bem, é suficiente para percebermos que os cristãos, especialmente os evangélicos, não são preconceituosos e portanto, não motivam ou semeiam o preconceito. Mesmo assim, os teólogos liberais infiltrados no movimento evangélico e oriundos de seminários e escolas teológicas por todo o país, ao relativizarem as escrituras e a moral dela procedente, concluem e propagam que somos preconceituosos. Para os liberais tanto quanto para os adeptos da predestinação e da salvação incondicional, basta crer em Cristo e declará-lo que independentemente de suas práticas morais e religiosas, você estará salvo. É um erro fatal. Tem matado a fé nos corações de milhares de pessoas, confundido cristãos até bem intencionados por todos os lugares e exterminado igrejas inteiras na Europa, na América Central e agora, no Brasil. Para os liberais, a Bíblia não é integralmente digna de credibilidade ou literalidade nos livros históricos e nos apontamentos doutrinários. Em consequência, concluem que a graça justifica tudo, que o juízo divino deve ser descartado e portanto, ficar fora de nossas mensagens e que somente o amor de Deus deve ser apresentado à humanidade. Apontar pecados, denunciar a iniquidade e confrontar o pecador e suas impiedades com a Palavra de Deus é um erro, segundo os teólogos liberais. 

Equivocados e petulantes, postulam que pregamos a intolerância e disseminamos o preconceito por todos os lugares. Acusam-nos de legalistas, de fundamentalistas e de vazios de amor para com os pecadores sem Deus. Então, é importante esclarecer responsavelmente o seguinte: não somos preconceituosos nem plantamos o preconceito. Se preconceito é "ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial" ou "conhecimento ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados" ou ainda o que é "concebido ou gerado antes, obtidos antes do conhecimento de fatos que podem contestá-lo", logo, seguramente, não é o que fazemos. Se pregamos contra o pecado, o fazemos com base segura na Bíblia Sagrada, sem pífias interpretações, sem maquiagem do sagrado e sem fugirmos da verdade que somente a graça pode libertar o homem da escravidão da iniquidade e reconciliá-lo com Deus. Desde quando pregar contra a prostituição é preconceito? Quando tornou-se preconceito pregar contra a mentira, contra o roubo, contra a inveja, contra o homicídio, contra a corrupção, contra o adultério, contra o homossexualismo, contra a adivinhação, contra a feitiçaria, contra a idolatria em todas as suas formas, contra o satanismo ou contra a invocação aos demônios? Somos preconceituosos quando apresentamos a mensagem que aponta o pecado e mostra ao pecador o caminho da libertação e da salvação? De forma alguma! O que anunciamos não é preconceito e sim CONCEITO. Não é sem base, não é sem conhecimento adequado, não é concebido ou gerado antes do conhecimento de fatos que podem contestá-lo e não é sem fundamento sério. Pregamos a Cristo e Cristo liberta.

Falta de amor é não apontar o pecado, é não mostrá-lo como destrutivo aos homens e negar-se a anunciar a salvação em Cristo e o juízo divino ao mundo. Afinal, que bíblia estão lendo os que nos acusam em nosso próprio convívio? Onde encontraram esta falsa liberdade que faculta a todos a permanência numa vida descomprometida com Deus e com os seus valores?

Há poucos dias, vi um desses liberais publicando em seus perfis e páginas virtuais elogios recebidos de pessoas de vários segmentos por sua postura "amorosa" para com os pecadores e para com o pecado. Expressões de gratidão, reconhecimento pela sua tolerância e simpatia por sua postura politicamente correta. Jactava-se de cultivar e alimentar a solidariedade dessas pessoas pela sua heroica postura contra os evangélicos, seus próprios irmãos, e defender os "pobres perseguidos" pelo "preconceito evangélico". E aí, pergunto: desde quando faz parte do evangelho preocupar-se com a simpatia dos que afrontam a Deus com seus pecados e sua dura cerviz diante da mensagem libertadora de Cristo? É verdade que Jesus sempre deixou os pecadores à vontade com suas rebeldias e afrontas ao evangelho? De modo algum! À mulher adúltera ele disse: "vai e não peques mais"(João 8: 11); ao jovem rico e apegado aos bens, desafiou: "Vai, vendo tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me" (Marcos 10: 21) e aos discípulos disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me" (Mateus 16: 24). Não é porque ele se assentava à mesa com rejeitados pela sociedade, porque permitia que as prostitutas, os cobradores impiedosos de impostos e toda sorte de gente se aproximasse dele, que não lhes apontava o pecado e suas consequências. Sempre foi assim entre religiosos e não religiosos. Ele disse: "Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á" (Mateus 16: 25).

Se o mundo nos admira, se está satisfeito com nossa postura, se não se sente nem um pouco incomodado com a mensagem que pregamos, então o que estamos de fato pregando? O evangelho realmente deve ser pregado de maneira que não confronte o mundo com seus pecados? Como fazer isto quando "Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno" (I João 5: 19) ou como fazer isto sem atrair o ódio do mundo contra nós, quando o próprio Senhor Jesus disse: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15: 18,19). E ainda: "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não tem desculpa do seu pecado. Quem me odeia odeia também a meu Pai. Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente tem eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai" (João 15: 22-24).

Então, concluímos: a acusação de que há preconceito praticado pelos evangélicos é MENTIRA! Não há preconceito algum. Realmente amamos os pecadores, os recebemos a qualquer tempo, vamos até eles o tempo todo, lhes oferecemos o evangelho, lhes revelamos Cristo pela pregação e os alertamos do juízo vindouro inevitável. É fato! Pregar contra o pecado e seus malefícios, não é preconceito, é conceito bíblico divino! Finalmente, cumpramos integralmente a ordem do Senhor Jesus: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar TODAS as coisas que vos tenho ordenado" -grifo meu - (Mateus 28: 19,20).

Sem preconceito, apenas conceito. Tolerantes com o pecador e intolerantes com o pecado.


Pastor Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

quarta-feira, 10 de junho de 2015

SOU FUNDAMENTALISTA


Não há nada demais em ser fundamentalista


O cenário evangélico no Brasil está em ebulição. Há um episódio histórico se desenrolando e marcando tempo, e envolve evangélicos, movimentos sociais e política. A efervescência toma conta das veias daqueles que integram grupos que discutem assuntos como maioridade penal, aborto, prostituição, estrutura de família, homossexualidade e outros diversos temas. Os mais intensos são estes. Nesse emaranhado de fios de alta tensão, regularmente ocorrem curtos-circuitos pelas ruas. O último foi o da Parada Gay, e não é sobre ele que desejo falar. O assunto está longe de ser esgotado, mas, por hora, já me esgotei dele. O problema é que as discussões quase sempre, vão além do campo das ideias ou dos ideais e partem para o pessoal. Ofender, agredir verbalmente, desrespeitar e rotular, tornaram-se posturas pontuais nesses episódios. Longe, muito longe de querer dar ao movimento evangélico postura de vitimização, devo dizer que realmente estamos sendo atacados em nossos credos e em nossa fé. Isto envolve princípios morais, crenças religiosas e compreensão espiritual das coisas. Mas, o que causa estranheza para alguns, não são os ataques dos que não professam nossa fé cristã; ao contrário: são os ataques daqueles que estão no mesmo barco, que anunciam o mesmo Cristo e que empunham a mesma Bíblia. Há correntes evangélicas que já se desvirtuaram completamente do evangelho puro, saudável e livre de misturas incompatíveis. E, pasmem, dentro do próprio círculo evangélico há aqueles que estão nos rotulando como FUNDAMENTALISTAS! Sim, sem rodeios, sem figuras de linguagem, sem voltas, sem ironias... fundamentalistas! Que coisa terrível! Bem, não para mim. Terrível para os que se assustam com o título, para aqueles que o tomam como eles o aplicam, mas, não para mim. Bem, e o que significa fundamentalismo? Esclareçamos:

FUNDAMENTALISMO = Doutrina que defende a fidelidade absoluta à interpretação literal dos textos religiosos. Atitude de intransigência ou rigidez na obediência a determinados princípios ou regras. (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).

Entre outros significados, o Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa, define primariamente: "Crença na interpretação literal da Bíblia". 

Bem, estou mais aliviado! Não porque quando alguém me acusa de fundamentalista isso me incomode, mas porque ser fundamentalista é uma coisa muito boa nesse caso. Eu declaro: SOU FUNDAMENTALISTA! E sabem porquê? Bem, explico:

1) Sou fundamentalista, porque estou fundamentado sobre Cristo - Este é o evangelho que anuncio, o que está fundamentado sobre o Senhor Jesus Cristo. Vejam o que disse o apóstolo Paulo:

"Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo". (Romanos 3: 11)

Não abro mão disto. E creio literalmente em Cristo! Defendo fidelidade absoluta a tudo o que a Bíblia revela sobre ele, sobre o que ele disse e sobre o que ele nos ensinou a fazer. Sou falho como qualquer outro homem, mas, defendo a verdade de que devemos seguir seus princípios e regras.


2) Sou fundamentalista, porque sigo a doutrina apostólica, que também era fundamentada sobre Cristo - Os apóstolos e profetas edificaram a igreja sobre um inabalável alicerce. Colocaram como pedra angular desse alicerce, o Senhor Jesus Cristo:

"edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular". (Efésios 3: 20)

Nesse caso, se os apóstolos edificaram, se a igreja primitiva permaneceu no fundamento sobre o qual eles edificaram e se ela foi unânime nisto, então não há razão para que eu seja diferente!


3) Sou fundamentalista, porque sirvo a Cristo pela fé e pela mesma fé creio em sua palavra e espero em suas promessas - É impossível servir a Cristo e alcançar a salvação eterna, sem lançar mão da fé. A vida espiritual é movida pela fé, nossa redenção é movida pela fé, nossa transformação diária pela palavra ocorre por meio da fé e só posso acreditar que passarei a eternidade com Deus pela fé.

"ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem". (Hebreus 11: 1)

Ai de mim, ai de minha alma e como serei livre da condenação eterna, senão pela fé? Então, nesse caso, não posso abrir mão da verdade que a fé é o firme FUNDAMENTO que me move na direção de Deus. Então...

Sim! Sou fundamentalista! Escolho ser fundamentalista tendo Cristo e seus ensinos como fundamento, que ser superficialista tendo Satanás, suas heresias e o relativismo cultural como frágeis paredes.


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar


sexta-feira, 5 de junho de 2015

A IGREJA DEVE FICAR CALADA?

Estão certos os que defendem o silêncio da igreja diante do pecado e dizem que só o amor de Deus deve ser mostrado ao mundo? 

Radicalismo, extremismo ou excesso de qualquer tipo jamais devem ser características da igreja de Cristo. É fato. O equilíbrio é sempre o bom tempero para qualquer coisa, e isto não deve mudar, nem pode. O que deve ser reavaliado, no entanto, é o comportamento social da igreja na atualidade. E há razões de sobra para pensarmos responsavelmente na questão, e pensarmos biblicamente, afinal, sem Bíblia não há igreja. Que influência de fato a igreja de Cristo está exercendo sobre o mundo? Ela realmente tem sido a voz de DEUS para os perdidos além das quatro paredes dos templos? Cumprimos apenas o "ide" para a pregação do evangelho ou cumprimos também o papel de confrontadores do pecado,  de profetas da última hora, de denunciantes da iniquidade e moderadores morais? Sim, moderadores morais! Este é um dos papéis da igreja através da exposição e confrontação do pecado. Ela não tem o dever de evitar na íntegra o apodrecimento moral, até porque é impossível, todavia, ela possui o papel de freá-lo, ou pelo menos de viver tentando fazê-lo quando expõe o pecado de forma clara e direta. Afinal, esta é uma das principais finalidades da igreja exposta por Cristo aos discípulos no evangelho de Mateus 5.13, conforme lemos: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para lançar fora, e ser pisado pelos homens". Penso que uma igreja que se cala, que silencia diante do pecado e das aberrações que surgem no tempo do fim, é uma igreja omissa, inútil, neutra e, como disse o Senhor Jesus, tornou-se insípida. E, fatalmente será pisada pelos homens que, aliás, esperam avidamente a oportunidade de fazê-lo.

Vejo diariamente alguns professos apologistas, pregadores e até pastores dizendo que a igreja não deve envolver-se diretamente com as questões concernentes ao mundo à nossa volta até porque está perdido mesmo, então temos que aprender a conviver pacífica e passivamente com ele. Inflamam-se quando apontamos práticas pecaminosas, mudanças culturais, transformações morais e comportamentos claramente nocivos às pessoas, à espiritualidade e às nossas famílias. Aparecem defendendo heroicamente nas redes sociais os meios de comunicação que deturpam valores, práticas desde sempre condenadas pela Bíblia, grupos e movimentos que não só praticam o que não agrada a Deus, mas que também lutam para imporem seus devaneios e comportamentos abominados pelo SENHOR. Vivemos no Brasil um momento de euforia social em relação a diversos temas: aborto, correção dos filhos, prostituição, equilíbrio dos meios de comunicação, homossexualidade, corrupção política, maioridade penal, limites para os professores e para os alunos em sala de aula e outros. E a verdade é uma só: perdeu-se o controle de muitos comportamentos nocivos, aprofundou-se o estado de permissividade e inverteu-se muitos valores que claramente estão levando o país e o mundo ao caos. Tempos do fim, profecias se cumprindo? Sim, claro que sim. Bem, e o que devemos fazer? Afastar-nos disso tudo, desistirmos de pregar a verdade e assistirmos passivamente famílias se esfacelando, a sociedade zombando de Deus e parte da igreja se acovardando diante do seu papel e do seu dever de proclamar a verdade? Anunciarmos cômoda e confortavelmente apenas o amor de Deus para a humanidade e evitarmos o constrangimento, a antipatia e o anúncio antiquado da justiça, do juízo divino e das verdades presentes na totalidade do evangelho? Devemos pensar seriamente sobre isto.

Entre as questões envolvidas diretamente na responsabilidade da igreja como agência divina na terra, apresento algumas que considero essenciais, inevitáveis e obrigatórias. Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo recomendou entranhavelmente: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12: 2). Logo, contrariando todo pensamento de que a igreja deve conformar-se, aceitar e viver passivamente no mundo, devemos estar cada dia mais inconformados. Em segundo lugar, a igreja precisa brilhar com suas boas obras: "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5: 14-16). Se a igreja fizer o que o mundo faz e comportar-se como o mundo se comporta, sua luz não aparecerá ou será sufocada pelo alqueire do mundo.  Em terceiro lugar, a sabedoria de Deus em todas as suas faces precisa tornar-se conhecida do mundo espiritual e do mundo físico; seja a face do amor, ou seja a face da justiça. Em Efésios 3: 10 está escrito: "para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais". É a igreja quem deve propagar a multiforme sabedoria de Deus em todos os lugares, dentro e fora dela. Se porventura calar-se, omitir-se, silenciar ou acovardar-se, estará escondendo o que deveria revelar. Há um quarto ponto que devemos considerar seriamente: era admirável nos apóstolos e primeiros discípulos de Cristo a coragem para confrontar os homens que lhes resistiam, mesmo que respeitando-lhes em suas funções, priorizando o que Deus lhes incumbira de fazer. Em Atos 4: 18-20, após Pedro e João serem levados perante o Sinédrio (tribunal religioso dos judeus) por anunciarem a Cristo e suas doutrinas, interpelados e proibidos de pregarem o evangelho, reagiram exemplarmente: "E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido". Notem, que eles não estavam apenas os proibindo de pregarem o evangelho, mas também de ensinarem no nome de Jesus. Esta deve ser a postura firme da igreja: ensinar o que Deus lhe ensinou sobre o pecado e suas consequências. Acima de tudo, ouvir a Deus. Tudo o que o mundo e os homens disserem contra a Bíblia Sagrada, está abaixo de Deus. Novamente, em Atos 5: 28,29 eles são repreendidos pelas autoridades religiosas após saírem miraculosamente da prisão, onde foram trancafiados por pregarem o evangelho da verdade, e acusados de lançarem o sangue de Jesus sobre elas (juízo). A resposta deles narrada pelo evangelista Lucas é firme, veemente e, para muitos religiosos dos nossos dias, radical demais. Eis a narrativa: "Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens".  Essa mesma coragem, essa mesma dose de ousadia gerada pela presença e pelo revestimento do Espírito Santo, deve estar viva na igreja de hoje: "e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" (Atos 4: 31).

Em quinto lugar, em tempos iniciais da igreja, o apóstolo Paulo declarou o poder do evangelho para o judeu e para o grego, para o seu povo e para os gentios. No contexto atual, é o mesmo que dizer: para o crente e para o mundo sem Deus. Então, Cristo e sua doutrina devem ser anunciados dentro da igreja e fora dela. Sua palavra deve santificar a igreja e julgar o mundo apontando-lhe os erros e mostrando-lhe o caminho da salvação. Em Romanos 1: 16, o apóstolo brada: "Porque eu não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiramente do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé". O que será que o destemido apóstolo dos gentios diria a respeito da igreja de hoje? Que avaliação ele faria dos "apologetas" que reprovam a intrepidez e a veemência dos profetas que denunciam o pecado e expõem ao mundo suas objeções e protestos contra tudo que se rebela contra Deus? Ele aprovaria, incentivaria ou aplaudiria o silêncio dos omissos e covardes que recuam diante da pressão do mundo? Certamente que não! E a igreja deve seguir corajosamente em frente sem jamais camuflar o juízo divino sob pretexto de revelar apenas o amor de Cristo! Em sexto lugar, nem Cristo, nem Paulo, nem Pedro ou qualquer um dos apóstolos esconderiam do mundo, como não esconderam naqueles tempos, a ira e o juízo de Deus sobre o pecado e sobre os pecadores inconversos. E foi isso que prosseguiu dizendo o pregador convertido na estrada de Damasco, um pouco mais a frente em Romanos 1: 18 e 19: "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou". Nem a hermenêutica, nem a boa exegese nos farão enxergar de outra forma o dever da igreja de profetizar com autoridade, de denunciar com veemência e de se contrapôr ao pecado!

Só podemos concluir seguramente que não devemos sentir medo, nem nos calarmos, mas falarmos como "disse o Senhor em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales" (Atos 18: 9). A igreja e seus pregadores não foram chamados para se tornarem ícones da simpatia, para agradarem ou para suavizarem a mensagem do evangelho. Os profetas de hoje são os pastores, os evangelistas e os pregadores do seio da igreja. Como os profetas do passado, precisam estar dispostos a morrerem pelo evangelho, se necessário for. Não se pode aceitar ou pensar que a igreja de Cristo deva ser insípida, deva perder ou abrir mão do seu poder de salgar o mundo! Isto é ser cristão. Ao pregador britânico Leonard Ravenhill, atribui-se a seguinte afirmação: "A pior coisa que pode acontecer a um pregador é ele se tornar cortês". Não tenho dúvida alguma disto e creio que os pregadores convictos de suas chamadas também não tenham. A igreja precisa exercer influência poderosa sobre o mundo, ou acabará inevitavelmente admitindo o que afirmou Charles Spurgeon, pregador batista reformado britânico que viveu de 1834 à 1892, tendo pregado seu primeiro sermão aos dezesseis anos de idade: "Sei porque a igreja tem pouca influência no mundo atualmente: é porque o mundo tem muita influência na igreja". Que Deus nos guarde dessa tragédia espiritual e que nos dê coragem e responsabilidade suficientes para sermos guardiões da ousadia e do evangelho que denuncia o pecado! A igreja deve ficar calada? Não! Jamais! Deve gritar o mais alto que puder o amor de Deus e seus juízos eternos.

Pastor Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

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