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segunda-feira, 22 de junho de 2015

OS DIAS DE HOJE...


Estamos vivendo dias nos quais...


- Gente de caráter incomoda

- Quem diz a verdade, não serve
- Quem é correto está fora de moda
- Quem rejeita o erro está ultrapassado
- Quem faz o certo perdeu a graça
- Quem tem princípios é antiquado
- Quem defende a moral é preconceituoso
- Quem não apóia rebelde é fóbico
- Quem prega a Bíblia é politicamente incorreto
- Quem tem opinião própria é antipático
- Quem é fiel à doutrina apostólica é radical
- Quem condena o pecado é desprovido de amor
- Quem escolhe santificar-se é fanático
- Quem decide estudar a Bíblia é frio espiritualmente
- Quem busca as coisas espirituais é menino, imaturo

O cenário está perfeitamente preparado e pronto para a vinda de Cristo.


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar 

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quinta-feira, 18 de junho de 2015

A FALSA MODERNA GUERRA SANTA DOS EVANGÉLICOS - É coisa nova mesmo?


É possível anunciar um evangelho que não provoque dissensão?


Em algum lugar, li um artigo de certo apologista e pastor, acusando os evangélicos de estarem promovendo uma "guerra santa" no país ou, pelo menos, contribuindo para que ela aconteça. Chega a fazer entender que somos vândalos tentando promover um incêndio. Para o religioso, os materiais para a combustão que deflagraria o desastre seriam nossa "intolerância" e nosso "preconceito" em relação aos pecados que ele tolera e relativiza. Como num lampejo no céu que prepara-se para a chuva, veio ao meu pensamento uma porção bíblica que imediatamente instalou-se em meu coração. Ela narra as palavras do Senhor Jesus. É a seguinte:

"Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize! Supondes que vim dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão. Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra." (Lucas 12: 49-53)

Somente nessa porção bíblica, é possível perceber uma série de equívocos do caro ministro evangélico defensor dos pecadores resignados e inconversos. Passo a pontuar alguns que considero de fundamental relevância:

1) O incêndio foi deflagrado há dois mil anos -Nesse caso os evangélicos atuais não estão inaugurando nenhum novo tempo, nem são detentores da autoria do tal incêndio. É o primeiro equívoco do ávido defensor do silêncio da igreja. Foi o Senhor Jesus quem disse: "Eu vim lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder". Ele falava de uma nova era de relacionamento com Deus, de um novo tempo de purificação, de um estado de santificação que seria estabelecido através de sua morte vicária. O que ele estava revelando era que o Espírito Santo, a partir daquele período, estaria presente no homem para promover o convencimento do pecado, levá-lo ao arrependimento (abandono do erro), à confissão, ao perdão e a um estado de permanente comunhão com o Pai através da graça e de uma vida santificada por ela. Quando diz: "bem quisera que já estivesse a arder", ele refere-se ao desejo que tinha de já ter passado pelo sofrimento da cruz e dado início aquele período, o que aconteceria em pouco tempo. E então, confirma: "Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize". É possível ler sobre o clímax de sua ansiedade relacionada a esse momento, durante seu sofrimento no Jardim do Getsêmane. A partir daí, o incêndio seria mantido pela pregação genuína do evangelho.

2) A verdadeira "guerra santa" não começará agora, está acontecendo há dois milênios - Eis o segundo equívoco: Esse termo (guerra santa) já foi utilizado dezenas de outras vezes. Serviu para denominar as guerras da nação de Israel com o povo árabe ao longo do tempo, intitulou períodos envolvendo a igreja primitiva e o poder de Roma, apareceu nos embates da Reforma de Lutero, perseguiu os pais da igreja e vários outros episódios que não vem ao caso. Não é novidade. Quanto sangue foi derramado ao longo da história da igreja, quantos cristãos foram perseguidos por proclamarem a verdade e quantos morreram empunhando a bandeira do evangelho? E toda guerra surge motivada por divisões; divisões de sentimentos, divisões de ideias, divisões de ideais, divisões de terra, divisões de poder econômico, divisões políticas, divisões religiosas e, inclusive, divisões espirituais. É o que ocorre aqui nas palavras proferidas pelo Senhor Jesus: "Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão". Bem, então, qual a novidade? Estamos divididos e sempre estaremos, até que Cristo volte. Somos dois grupos: os que pregam a Cristo, vivem o que Cristo ensinou e anunciam sem fronteiras ou relativismo o evangelho, e os que vivem no pecado, não vivem o que Cristo ensinou, contextualizam a mensagem e seus efeitos, relativizam o pecado e não se apartam dele! E esses, inclusive, estão não apenas no mundo que jaz no maligno, mas surgem também no meio da igreja de Cristo. Não estou defendendo ou motivando a inflamação dos ânimos ou pondo lenha na fogueira como sugerem alguns. Longe disso! Quanto mais paz, melhor. Todavia, enquanto pregarmos o evangelho autêntico, essa paz ecumênica ou esse universalismo será simplesmente impossível.

3) Se até as relações familiares seriam afetadas, como não seriam as relações sociais? Triste engano. Mais um equívoco do nosso bravo herói dos inconversos! O Senhor Jesus cita as relações familiares como primeiro palco dos conflitos religiosos, e não menciona isto como simples possibilidade, antes afirma enfaticamente: "Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três". Aprofunda o discurso e detalha a origem das divisões geradoras de guerras intelectuais, espirituais e religiosas: "Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra". Para a família judaica a paz no lar, a ausência de conflitos na família e a boa relação com os entes queridos era coisa sagrada! O que o mestre disse caiu como uma bomba entre os discípulos. Se o evangelho tem o poder de abalar as relações familiares, ou seja, nosso circulo íntimo, quanto mais abalará nossas relações com gente alheia à nossa casa! Certamente, aparecerá alguém para minimizar a abrangência das palavras de Jesus, aliás, já ouvi em algum lugar, há muito tempo, sobre isto. Afirmam que isto se restringia aos tempos de Cristo e ao povo judeu; dizem que isto ficou no passado e que nada tem a ver conosco. Engano! Repito: é assim desde que Cristo veio e será assim até que ele venha.

4) É tolice pensar que o mundo poderá nos amar, ou pensar que nós devemos amar o mundo - Eis as razões:
  • "Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia." (I João 3: 13)
  • "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele." (I João 2: 15)
  • "Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I João 4: 7)
  • "Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno". (I João 5: 19)
Então, depois de tudo isso, você certamente me perguntaria: "Mas, não devemos amar os pecadores e mostrar-lhes o caminho da salvação?". A resposta é simples: Claro que devemos amar os pecadores e é óbvio que devemos mostrar-lhes o caminho da salvação! Amor, amor, amor e amor! Sempre amor. Mas não há amor verdadeiro que não repreenda, que não mostre o perigo, que não aponte o erro, que não mostre o perigo da condenação eterna ou que seja omisso em relação a verdade. É intrínseco do amor estender a mão, ajudar, motivar, afagar quando necessário, sorrir, abraçar e concordar quando correto. Mas o amor não é omisso, tão pouco tem espírito de covardia. Graça e juízo são duas vertentes inegáveis do evangelho.


Pr. Jesiel Freitas
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quarta-feira, 10 de junho de 2015

SOU FUNDAMENTALISTA


Não há nada demais em ser fundamentalista


O cenário evangélico no Brasil está em ebulição. Há um episódio histórico se desenrolando e marcando tempo, e envolve evangélicos, movimentos sociais e política. A efervescência toma conta das veias daqueles que integram grupos que discutem assuntos como maioridade penal, aborto, prostituição, estrutura de família, homossexualidade e outros diversos temas. Os mais intensos são estes. Nesse emaranhado de fios de alta tensão, regularmente ocorrem curtos-circuitos pelas ruas. O último foi o da Parada Gay, e não é sobre ele que desejo falar. O assunto está longe de ser esgotado, mas, por hora, já me esgotei dele. O problema é que as discussões quase sempre, vão além do campo das ideias ou dos ideais e partem para o pessoal. Ofender, agredir verbalmente, desrespeitar e rotular, tornaram-se posturas pontuais nesses episódios. Longe, muito longe de querer dar ao movimento evangélico postura de vitimização, devo dizer que realmente estamos sendo atacados em nossos credos e em nossa fé. Isto envolve princípios morais, crenças religiosas e compreensão espiritual das coisas. Mas, o que causa estranheza para alguns, não são os ataques dos que não professam nossa fé cristã; ao contrário: são os ataques daqueles que estão no mesmo barco, que anunciam o mesmo Cristo e que empunham a mesma Bíblia. Há correntes evangélicas que já se desvirtuaram completamente do evangelho puro, saudável e livre de misturas incompatíveis. E, pasmem, dentro do próprio círculo evangélico há aqueles que estão nos rotulando como FUNDAMENTALISTAS! Sim, sem rodeios, sem figuras de linguagem, sem voltas, sem ironias... fundamentalistas! Que coisa terrível! Bem, não para mim. Terrível para os que se assustam com o título, para aqueles que o tomam como eles o aplicam, mas, não para mim. Bem, e o que significa fundamentalismo? Esclareçamos:

FUNDAMENTALISMO = Doutrina que defende a fidelidade absoluta à interpretação literal dos textos religiosos. Atitude de intransigência ou rigidez na obediência a determinados princípios ou regras. (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).

Entre outros significados, o Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa, define primariamente: "Crença na interpretação literal da Bíblia". 

Bem, estou mais aliviado! Não porque quando alguém me acusa de fundamentalista isso me incomode, mas porque ser fundamentalista é uma coisa muito boa nesse caso. Eu declaro: SOU FUNDAMENTALISTA! E sabem porquê? Bem, explico:

1) Sou fundamentalista, porque estou fundamentado sobre Cristo - Este é o evangelho que anuncio, o que está fundamentado sobre o Senhor Jesus Cristo. Vejam o que disse o apóstolo Paulo:

"Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo". (Romanos 3: 11)

Não abro mão disto. E creio literalmente em Cristo! Defendo fidelidade absoluta a tudo o que a Bíblia revela sobre ele, sobre o que ele disse e sobre o que ele nos ensinou a fazer. Sou falho como qualquer outro homem, mas, defendo a verdade de que devemos seguir seus princípios e regras.


2) Sou fundamentalista, porque sigo a doutrina apostólica, que também era fundamentada sobre Cristo - Os apóstolos e profetas edificaram a igreja sobre um inabalável alicerce. Colocaram como pedra angular desse alicerce, o Senhor Jesus Cristo:

"edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular". (Efésios 3: 20)

Nesse caso, se os apóstolos edificaram, se a igreja primitiva permaneceu no fundamento sobre o qual eles edificaram e se ela foi unânime nisto, então não há razão para que eu seja diferente!


3) Sou fundamentalista, porque sirvo a Cristo pela fé e pela mesma fé creio em sua palavra e espero em suas promessas - É impossível servir a Cristo e alcançar a salvação eterna, sem lançar mão da fé. A vida espiritual é movida pela fé, nossa redenção é movida pela fé, nossa transformação diária pela palavra ocorre por meio da fé e só posso acreditar que passarei a eternidade com Deus pela fé.

"ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem". (Hebreus 11: 1)

Ai de mim, ai de minha alma e como serei livre da condenação eterna, senão pela fé? Então, nesse caso, não posso abrir mão da verdade que a fé é o firme FUNDAMENTO que me move na direção de Deus. Então...

Sim! Sou fundamentalista! Escolho ser fundamentalista tendo Cristo e seus ensinos como fundamento, que ser superficialista tendo Satanás, suas heresias e o relativismo cultural como frágeis paredes.


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar


sexta-feira, 5 de junho de 2015

A IGREJA DEVE FICAR CALADA?

Estão certos os que defendem o silêncio da igreja diante do pecado e dizem que só o amor de Deus deve ser mostrado ao mundo? 

Radicalismo, extremismo ou excesso de qualquer tipo jamais devem ser características da igreja de Cristo. É fato. O equilíbrio é sempre o bom tempero para qualquer coisa, e isto não deve mudar, nem pode. O que deve ser reavaliado, no entanto, é o comportamento social da igreja na atualidade. E há razões de sobra para pensarmos responsavelmente na questão, e pensarmos biblicamente, afinal, sem Bíblia não há igreja. Que influência de fato a igreja de Cristo está exercendo sobre o mundo? Ela realmente tem sido a voz de DEUS para os perdidos além das quatro paredes dos templos? Cumprimos apenas o "ide" para a pregação do evangelho ou cumprimos também o papel de confrontadores do pecado,  de profetas da última hora, de denunciantes da iniquidade e moderadores morais? Sim, moderadores morais! Este é um dos papéis da igreja através da exposição e confrontação do pecado. Ela não tem o dever de evitar na íntegra o apodrecimento moral, até porque é impossível, todavia, ela possui o papel de freá-lo, ou pelo menos de viver tentando fazê-lo quando expõe o pecado de forma clara e direta. Afinal, esta é uma das principais finalidades da igreja exposta por Cristo aos discípulos no evangelho de Mateus 5.13, conforme lemos: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para lançar fora, e ser pisado pelos homens". Penso que uma igreja que se cala, que silencia diante do pecado e das aberrações que surgem no tempo do fim, é uma igreja omissa, inútil, neutra e, como disse o Senhor Jesus, tornou-se insípida. E, fatalmente será pisada pelos homens que, aliás, esperam avidamente a oportunidade de fazê-lo.

Vejo diariamente alguns professos apologistas, pregadores e até pastores dizendo que a igreja não deve envolver-se diretamente com as questões concernentes ao mundo à nossa volta até porque está perdido mesmo, então temos que aprender a conviver pacífica e passivamente com ele. Inflamam-se quando apontamos práticas pecaminosas, mudanças culturais, transformações morais e comportamentos claramente nocivos às pessoas, à espiritualidade e às nossas famílias. Aparecem defendendo heroicamente nas redes sociais os meios de comunicação que deturpam valores, práticas desde sempre condenadas pela Bíblia, grupos e movimentos que não só praticam o que não agrada a Deus, mas que também lutam para imporem seus devaneios e comportamentos abominados pelo SENHOR. Vivemos no Brasil um momento de euforia social em relação a diversos temas: aborto, correção dos filhos, prostituição, equilíbrio dos meios de comunicação, homossexualidade, corrupção política, maioridade penal, limites para os professores e para os alunos em sala de aula e outros. E a verdade é uma só: perdeu-se o controle de muitos comportamentos nocivos, aprofundou-se o estado de permissividade e inverteu-se muitos valores que claramente estão levando o país e o mundo ao caos. Tempos do fim, profecias se cumprindo? Sim, claro que sim. Bem, e o que devemos fazer? Afastar-nos disso tudo, desistirmos de pregar a verdade e assistirmos passivamente famílias se esfacelando, a sociedade zombando de Deus e parte da igreja se acovardando diante do seu papel e do seu dever de proclamar a verdade? Anunciarmos cômoda e confortavelmente apenas o amor de Deus para a humanidade e evitarmos o constrangimento, a antipatia e o anúncio antiquado da justiça, do juízo divino e das verdades presentes na totalidade do evangelho? Devemos pensar seriamente sobre isto.

Entre as questões envolvidas diretamente na responsabilidade da igreja como agência divina na terra, apresento algumas que considero essenciais, inevitáveis e obrigatórias. Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo recomendou entranhavelmente: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12: 2). Logo, contrariando todo pensamento de que a igreja deve conformar-se, aceitar e viver passivamente no mundo, devemos estar cada dia mais inconformados. Em segundo lugar, a igreja precisa brilhar com suas boas obras: "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5: 14-16). Se a igreja fizer o que o mundo faz e comportar-se como o mundo se comporta, sua luz não aparecerá ou será sufocada pelo alqueire do mundo.  Em terceiro lugar, a sabedoria de Deus em todas as suas faces precisa tornar-se conhecida do mundo espiritual e do mundo físico; seja a face do amor, ou seja a face da justiça. Em Efésios 3: 10 está escrito: "para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais". É a igreja quem deve propagar a multiforme sabedoria de Deus em todos os lugares, dentro e fora dela. Se porventura calar-se, omitir-se, silenciar ou acovardar-se, estará escondendo o que deveria revelar. Há um quarto ponto que devemos considerar seriamente: era admirável nos apóstolos e primeiros discípulos de Cristo a coragem para confrontar os homens que lhes resistiam, mesmo que respeitando-lhes em suas funções, priorizando o que Deus lhes incumbira de fazer. Em Atos 4: 18-20, após Pedro e João serem levados perante o Sinédrio (tribunal religioso dos judeus) por anunciarem a Cristo e suas doutrinas, interpelados e proibidos de pregarem o evangelho, reagiram exemplarmente: "E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido". Notem, que eles não estavam apenas os proibindo de pregarem o evangelho, mas também de ensinarem no nome de Jesus. Esta deve ser a postura firme da igreja: ensinar o que Deus lhe ensinou sobre o pecado e suas consequências. Acima de tudo, ouvir a Deus. Tudo o que o mundo e os homens disserem contra a Bíblia Sagrada, está abaixo de Deus. Novamente, em Atos 5: 28,29 eles são repreendidos pelas autoridades religiosas após saírem miraculosamente da prisão, onde foram trancafiados por pregarem o evangelho da verdade, e acusados de lançarem o sangue de Jesus sobre elas (juízo). A resposta deles narrada pelo evangelista Lucas é firme, veemente e, para muitos religiosos dos nossos dias, radical demais. Eis a narrativa: "Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens".  Essa mesma coragem, essa mesma dose de ousadia gerada pela presença e pelo revestimento do Espírito Santo, deve estar viva na igreja de hoje: "e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" (Atos 4: 31).

Em quinto lugar, em tempos iniciais da igreja, o apóstolo Paulo declarou o poder do evangelho para o judeu e para o grego, para o seu povo e para os gentios. No contexto atual, é o mesmo que dizer: para o crente e para o mundo sem Deus. Então, Cristo e sua doutrina devem ser anunciados dentro da igreja e fora dela. Sua palavra deve santificar a igreja e julgar o mundo apontando-lhe os erros e mostrando-lhe o caminho da salvação. Em Romanos 1: 16, o apóstolo brada: "Porque eu não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiramente do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé". O que será que o destemido apóstolo dos gentios diria a respeito da igreja de hoje? Que avaliação ele faria dos "apologetas" que reprovam a intrepidez e a veemência dos profetas que denunciam o pecado e expõem ao mundo suas objeções e protestos contra tudo que se rebela contra Deus? Ele aprovaria, incentivaria ou aplaudiria o silêncio dos omissos e covardes que recuam diante da pressão do mundo? Certamente que não! E a igreja deve seguir corajosamente em frente sem jamais camuflar o juízo divino sob pretexto de revelar apenas o amor de Cristo! Em sexto lugar, nem Cristo, nem Paulo, nem Pedro ou qualquer um dos apóstolos esconderiam do mundo, como não esconderam naqueles tempos, a ira e o juízo de Deus sobre o pecado e sobre os pecadores inconversos. E foi isso que prosseguiu dizendo o pregador convertido na estrada de Damasco, um pouco mais a frente em Romanos 1: 18 e 19: "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou". Nem a hermenêutica, nem a boa exegese nos farão enxergar de outra forma o dever da igreja de profetizar com autoridade, de denunciar com veemência e de se contrapôr ao pecado!

Só podemos concluir seguramente que não devemos sentir medo, nem nos calarmos, mas falarmos como "disse o Senhor em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales" (Atos 18: 9). A igreja e seus pregadores não foram chamados para se tornarem ícones da simpatia, para agradarem ou para suavizarem a mensagem do evangelho. Os profetas de hoje são os pastores, os evangelistas e os pregadores do seio da igreja. Como os profetas do passado, precisam estar dispostos a morrerem pelo evangelho, se necessário for. Não se pode aceitar ou pensar que a igreja de Cristo deva ser insípida, deva perder ou abrir mão do seu poder de salgar o mundo! Isto é ser cristão. Ao pregador britânico Leonard Ravenhill, atribui-se a seguinte afirmação: "A pior coisa que pode acontecer a um pregador é ele se tornar cortês". Não tenho dúvida alguma disto e creio que os pregadores convictos de suas chamadas também não tenham. A igreja precisa exercer influência poderosa sobre o mundo, ou acabará inevitavelmente admitindo o que afirmou Charles Spurgeon, pregador batista reformado britânico que viveu de 1834 à 1892, tendo pregado seu primeiro sermão aos dezesseis anos de idade: "Sei porque a igreja tem pouca influência no mundo atualmente: é porque o mundo tem muita influência na igreja". Que Deus nos guarde dessa tragédia espiritual e que nos dê coragem e responsabilidade suficientes para sermos guardiões da ousadia e do evangelho que denuncia o pecado! A igreja deve ficar calada? Não! Jamais! Deve gritar o mais alto que puder o amor de Deus e seus juízos eternos.

Pastor Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

sexta-feira, 13 de março de 2015

O CRISTÃO E OS PROTESTOS CONTRA O GOVERNO


Será que os cristãos evangélicos, os crentes, podem participar de manifestações que pedem o impeachmeant da Presidente da República? É pecado participar de tais movimentos? Seria isto insubmissão às autoridades constituídas? ASSISTA este vídeo que gravei tratando especialmente do tema que envolve as manifestações do dia 15 de março de 2015 em todo o país. Espero esclarecer os que tem dúvidas...

 

Sejamos sábios e prudentes na defesa da nossa cidadania. 


Ministério Palavra no Altar

sábado, 21 de fevereiro de 2015

NA "MINHA" IGREJA EU SÓ QUERO...


Pastores que se acham no direito de selecionarem tipos de ovelhas


Na mesma medida em que cai o número de pastores qualificados para o sagrado ofício, aumentam as afirmações absurdas dos que ocupam a função ostentando orgulhosamente seus títulos. No labor diário do pastoreio lidamos com as mais diversas, estranhas e complexas situações, e precisamos indispensavelmente de sabedoria do alto para tratar cada caso. Recebemos no seio da igreja pessoas advindas das mais diferentes culturas, níveis sociais, comportamentos e temperamentos, e isto propõe-nos grandes desafios. Deve haver no ministério cristão o máximo de comprometimento, amor e dedicação às almas. E isto não pode efetivar-se eficazmente se não houver no coração do pastor e do homem de DEUS, compaixão suficiente pelos pecadores. 

A cada dia aumenta de forma preocupante o número dos desigrejados, daqueles que, frustrados, decepcionados, maltratados, menosprezados, descuidados e vitimados pelo pastoreio relapso e meramente legalista e materialista, abandonam suas congregações, desacreditam da vida religiosa, enfraquecem espiritualmente e lançam-se à reclusão cristã ou ao abandono completo da fé. Há muitos feridos, doentes emocionais, homens e mulheres portadores de sequelas provocadas por homens sem chamado ministerial ou despreparados para o exercício do ministério. Há homens inflados em seus egos, tomados de arrogância, dominados pelo orgulho funcional e titular, soberbos no trato e "donos da igreja". É óbvio que não teremos nas igrejas sob nossa responsabilidade, somente pessoas de fácil trato, somente homens e mulheres de espírito calmo, ou mesmo educados, ou com o perfeito domínio próprio. Encontraremos pessoas desequilibradas, de fortes temperamentos, emocionalmente intranquilas, falantes, caladas, de corações sensíveis, de corações mais endurecidos e, muita gente de dura cerviz, como reclamou Moisés ao SENHOR acerca do povo de Israel.

Há poucos dias, numa conversa por telefone com um colega pastor, ouvi a seguinte frase: "Estou selecionando a membresia de minha igreja. Procuro receber ou buscar ovelhas de qualidade. Prefiro uma igreja pequena com muita qualidade, que uma igreja grande repleta de problemáticos". Fiquei estupefado com a infeliz declaração do colega. Dias depois, ouvi outra afirmação de um amigo pastor em uma de minhas viagens de pregação: "Na minha igreja, só quero ovelhas que não deem problemas, pessoas que saibam comportar-se bem". Outra vez recebi a declaração com tristeza, mas reagi contrapondo-me ao amigo. Explico-lhes porquê: Este não é o modelo de igreja proposto pelo SENHOR JESUS CRISTO, o real SENHOR dela. Também não é o modelo de pastor proposto nele, o SUMO pastor. Costumo dizer que uma das manifestações mais comoventes do SENHOR JESUS nos evangelhos, é o seu apelo aos pecadores em Mateus 11: 28 - "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei". Ele não chamou para o seu rebanho, especialmente neste texto, somente pessoas de alta classe social, ou pessoas bem resolvidas, ou gente totalmente equilibrada, nem os "perfeitos". Mas convidou para que fizessem parte de sua igreja os "cansados", ou seja, gente sobrecarregada, que já estava vivendo todos os limites, que já estivesse sob o peso das constantes oscilações e provações da vida, e, portanto, emocionalmente instável. Também chamou para seu rebanho os "oprimidos", ou seja, os aflitos, os angustiados, os sobrecarregados, os atormentados, os subjugados, os tiranizados, os esmagados, os apertados, os pressionados e os comprimidos pelas provações, pelas injustiças e pelos sofrimentos diversos da vida. Essa gente costuma chegar cheia de problemas emocionais, carregada dos mais diversos sofrimentos, estrangulada pelas grande adversidades da vida, e, portanto, em estado psico-emocional dilacerado. E neste caso, há dificuldades nos relacionamentos, no trato, no diálogo e até na interação com a liderança. 

Evidente que elas não permanecerão assim, mas com o devido cuidado, atenção, paciência, longanimidade, amor e compaixão pastoral, serão transformadas lentamente, dia após dia, sendo aperfeiçoadas, melhoradas, amadurecidas e irão crescendo, até que no dia do arrebatamento atinjam a medida da estatura completa de CRISTO! Foi ele quem as convidou, é ele o dono da igreja, foi ele quem morreu por elas e ninguém as ama mais do que ele, mas todos precisam imitá-lo no amor, principalmente os PASTORES! Se um pastor não tiver equilíbrio emocional, capacidade intelectual, um certo conhecimento de psicologia e, especialmente, compaixão pelas almas, as dispensará e as abandonará em detrimento de sua falta de capacidade e preparo para a tarefa. E a desculpa será sempre a mesma: "em minha igreja, só quero ovelhas de qualidade. Melhor pouco com qualidade, que muito sem qualidade". Mas, que direito tem o pastor de selecionar as ovelhas de CRISTO, quem pensa ser o tal que declara para descartar pessoas a seu bel prazer como se tivesse o direito de fazê-lo? A Bíblia diz que "o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas", e não interessa como elas sejam. Foi JESUS quem ensinou, quando os discípulos perguntaram-lhe se deviam arrancar o joio semeado pelo inimigo: "Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele" (Mateus 13: 29). 

Os tais pastores, precisam aprender com o mestre dos mestres. A igreja é um grande hospital, uma agência transformadora de pessoas através do evangelho. Todavia, esta transformação não ocorre do dia para a noite; é lenta, gradativa e exige profunda paciência. Um pastor ou líder que estabelece padrões para as ovelhas da igreja que cuida, não está apto para exercer a função. Na verdade, demonstra incapacidade e falta de condição de lidar com as diferentes pessoas. No ministério pastoral, somos muitas vezes afrontados, desrespeitados, criticados e até ofendidos moralmente sem que o devamos. O maior sinal de capacidade para exercê-lo e de dignidade para pregar o evangelho é perdoar, demonstrar amor, ser paciente, praticar a longanimidade, exercer a visitação pastoral sem qualquer distinção e cumprir o seu papel. Se a ovelha recusar os cuidados do pastor insistentemente, então não será mais problema dele. Mas, quando ele a descartar conscientemente, terá que prestar contas a DEUS pelo cuidado da vinha e dos talentos, e este, não aceitará desculpas, escusas ou pífias justificativas. Lógico que há pessoas problemáticas que não respeitam autoridade, há pessoas duras de coração, etc... Mas o pastor terá que, imparcialmente, cumprir o seu papel. Todas as ovelhas tem uma história, e é necessário que o pastor conheça o estado de suas ovelhas: "Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos." (Provérbios 27: 23).

A ovelha precisa aprender rápida ou lentamente a respeitar e amar o seu pastor, mas o pastor, quando atende ao chamado, já deve ter aprendido há muito tempo a amá-la, dedicar-se à ela e a vê-la como ovelha que precisa do cuidado, da compaixão e da longanimidade do pastor! Nesse caso, não existe e não pode existir a sentença: "NA MINHA IGREJA EU SÓ QUERO...". Primeiro porque a igreja não pertence ao tal pastor, e segundo, que o querer é do SUMO PASTOR e não dele!

Pastor Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar








terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

UM EXÉRCITO DE FERIDOS E SOLDADOS FRUSTRADOS - Quem responderá por isto?


O tema pode ser chocante, mas a construção está correta. É o que tenho visto, aliás, o que temos visto, apesar dos tantos que se fazem de cegos ou comportam-se com indiferença em relação ao tema. Estou falando de um exército bem conhecido de nós, pastores, líderes e ministros do evangelho em geral: milhares de soldados militantes na árdua tarefa do sagrado ministério eclesiástico. São pastores, evangelistas, presbíteros e obreiros atuantes de todos os lugares e de diversas denominações que em pleno campo de trabalho ministerial foram atacados, perseguidos, feridos e abandonados por seus líderes ou recrutadores, companheiros e iguais como se não tivessem origem, chamada, nome, valores, famílias, formação e história! É assustador o número deles... E crescem em proporção a cada dia, como se isto fosse perfeitamente natural e aceitável entre aqueles que sempre apregoaram, apregoam e devem continuar apregoando o AMOR de DEUS como sendo nossa maior herança e característica. O que é mais intrigante e inaceitável, é o fato de que os ferimentos que sofreram não tenham sido provocados pelo mundo sem DEUS ou por aqueles que não professam a mesma fé, alheios à igreja de Cristo; não! Estou falando de soldados feridos em pleno campo de batalha pelos seus iguais, irmãos em Cristo, defensores da mesma causa e que falam em nome do mesmo Deus. Profundamente lamentável! Tenho visto missionários, pastores auxiliares e obreiros valorosos sendo achacados, caluniados, perseguidos, desprezados, difamados, relegados e abandonados. Grande parte deles dedicou o maior tempo de suas vidas ao serviço ministerial, sacrificou suas famílias, renunciou sua vida particular, deixou para trás profissão, local de origem, entes queridos e até alguns ou vários empreendimentos terrenos para investir no Reino de DEUS. A maioria deles acreditou na chamada divina, iniciou romanticamente o trabalho ministerial, confiou em seus líderes, preparou-se teologicamente, investiu em conhecimento, desprendeu tempo de sua vida e lançou-se sem reservas nos ideais de suas denominações e organizações, fazendo disto o propósito e ocupação também de suas famílias. O cenário é desolador. Alguém poderia argumentar: "Mas isto é natural no exercício do ministério, isso pode acontecer com qualquer um. O ministério cristão é assim mesmo... não devemos estranhar isto!" E eu digo: Não! Não é natural, não pode acontecer com tanta frequência e não podemos aceitar passivamente o fenômeno, sem que repensemos o que é chamada divina, ministério cristão e modelo de igreja de acordo com a Bíblia Sagrada. 

Estou falando de obreiros que sofrem injustiças terríveis, são desprezados em detrimento de interesses secundários, substituídos para darem lugar a alguém que é amigo de alguém, menosprezados em suas chamados para que seus lugares sejam ocupados por gente despreparada, mantida por influências puramente genéticas ou políticas e obreiros que são descartados como se fossem meros objetos de consumo comercial. Conheço inúmeros companheiros feridos e abandonados no meio do caminho, sem que ao menos tenham praticado qualquer erro de natureza grave ou que justifique as atitudes tomadas contra eles. Homens que depois de dedicarem anos de suas vidas trabalhando com ministérios e igrejas, são descartados sem qualquer temor a DEUS ou direção que dele venha, até porque DEUS não faz isto com seus filhos. São tratados como se não tivessem esposas, filhos, responsabilidades, sonhos, objetivos, foco, vocação, talento ou chamada. São traídos e removidos arbitrariamente de um lado para o outro sem qualquer diálogo, como se fossem móveis de uma casa velha e como se não tivessem opinião própria, porque vontade, esta sempre precisará ser a de DEUS! Descartados, são abandonados à beira do caminho para morrerem. Os que são mais fortes ou preparados espiritualmente, ainda insistem na luta buscando em DEUS socorro, saída e novas oportunidades. Os que estão muito cansados, desgastados pelo tempo e até desmotivados pelas injustiças sofridas, vão esmorecendo aos poucos, moribundos, decepcionados, frustrados e muitos até revoltados com as circunstâncias. Desses, nascem grupos diferentes: alguns desviam-se, fracassam, enfraquecem na fé e não querem mais continuar na batalha. Há outros que apenas desistem do ofício sagrado, bastando-lhes serem crentes que vão à igreja vez ou outra. Se não perdem a salvação, louvado seja DEUS! Mas há outro grupo: o daqueles que convictos de suas chamadas e sem espaço ou oportunidade, lançam-se em novos projetos e abrem ministérios, igrejas ou denominações, já que não querem abrir mão da vocação recebida do Senhor JESUS CRISTO! E, sabe o que é pior? São chamados de rebeldes, desviados, encrenqueiros, antiéticos, e divisores.

Deixo claro, que neste artigo não faço qualquer tipo de defesa àqueles obreiros despreparados, ou que se auto-intitulam pastores, missionários, apóstolos, bispos ou seja lá o quê. Não estou defendendo os insubmissos, os criadores de contenda ou os de espírito faccioso que só promovem dissenções por onde passam. Não! Estes são dignos de disciplina cristã, de afastamento de suas funções e de tratamento divino. Refiro-me mesmo aos injustiçados, àqueles que realmente são atacados por seus iguais, aqueles que são abandonados no campo de batalha e que acabam por frustrarem-se diante das injustiças vividas. E pergunto? Quem responderá por isto? Quem prestará contas a DEUS pelos que se perdem vitimados por homens arrogantes, presunçosos, carnais e amantes de si mesmos e dos deleites? Bem, certamente os que sem qualquer temor provocam tais situações. É preciso rever urgentemente isto, é preciso retratar-se com DEUS e resgatar os milhares de soldados feridos em campo de batalha. Há muitos que ainda não morreram, que ainda podem ser curados, que ainda podem gerar frutos e que podem continuar a nobre missão de resgatarem almas para CRISTO e de cuidarem dos rebanhos do Bom Pastor. Quando deparo-me com tais líderes eclesiásticos de procedimentos duvidosos e de atitudes cruéis para com seus companheiros, então lembro-me claramente do texto abaixo:

"Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes... E, do modo porque Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé". (II Timóteo 3: 1-5,8)

Infelizmente, muitos dos tais líderes, quando se vêem acuados ou flagrados em suas próprias injustiças, então acusam seus desafetos ou por eles feridos, dos mais diferentes "erros". Inventam adultérios, roubos, más administrações e toda sorte de fantasias e mentiras para destruírem os que já feridos estão e justificarem suas impiedades. Não é muito nem temeroso dizer que grande parte dos tais amargará a condenação eterna do inferno. Afinal, DEUS não aceita injustiça nem faz vistas grossas às impiedades e injustiças cometidas em sua casa e "em nome" do seu reino, já que a maioria deles justifica-se dizendo que foi "DEUS quem mandou" fazer isto ou aquilo ou que tudo está no que eles chamam de "tempo de DEUS". Oremos em favor do ministério e daqueles que estão conosco nas fileiras do exército divino!

Pastor Jesiel Freitas 
Ministério Palavra no Altar

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O QUE A IGREJA TORNOU-SE PARA ALGUNS?


Bem, especialmente no âmbito da liderança eclesiástica, e não na simples esfera denominacional, a igreja tornou-se uma ou mais das seguintes coisas:

EMPRESA - Geradora de renda para o enriquecimento material
IMPÉRIO - Organismo potente para promoção de status
NEGÓCIO - Que contempla ovelhas apenas como cifras em potencial
PODER - Meio de influência sobre pessoas e organismos sociais
DISTRAÇÃO - Ocupação para passar o tempo socializando-se
DINASTIA - Lideranças não são mais escolhidas com oração, mas passadas de pais para filhos como se donos fossem dela. Evidente que há muitos filhos de pastores chamados por DEUS para o ministério e conheço vários! Mas há muitos literalmente sem capacidade alguma ou chamado qualquer, colocados apenas pelo famoso NEPOTISMO.
PARTIDO POLÍTICO - Fazem dela organismo político, apenas com fins de angariar votos para galgarem posições humanas aparentemente privilegiadas.
CENTRAL DE POLÍTICA RELIGIOSA - Homens com status de liderança divertem-se promovendo através dela a famigerada "política ministerial" como se fosse um jogo no qual vence o melhor. Para isto, matam ministerial e espiritualmente seus companheiros e irmãos, e, com suas mentes cauterizadas, além de acreditarem que são "abençoados por DEUS", acham isto perfeitamente natural.
MANIPULADORA DE MASSAS - Em defesa de seus ideais e objetivos pessoais, manipulam o povo para obterem todo tipo de vantagem.
FÁBRICA DE VAIDADES - É usada por pseudos-pastores e líderes para fabricar, promover e sustentar vaidades pessoais. CRISTO pouco ou nada importa! O importante é o "EU PODEROSO" de cada um deles.

O QUE CONCLUO? Precisamos de uma REFORMA REAL URGENTE! E esta reforma precisa conduzir a igreja de volta ao seu propósito: anunciar, promover e glorificar CRISTO e seu REINO entre os homens, com finalidade única de salvar e arrebatar suas almas do caminho do INFERNO! O mesmo inferno para onde, certamente, estão caminhando tais líderes que assim tratam a igreja.

Pr. Jesiel Freitas 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PASTORES SEM CAJADO, OVELHAS SEM PASTO



Causa perplexidade a constatação cada vez mais frequente de obreiros que exercem o sagrado ministério cristão, e são incompetentes ou relapsos em relação a principal tarefa do ofício: a vocação para ministração da Palavra, seja ela em tom de ensino bíblico ou de pregação evangelística mais eloquente! Isto desencadeia uma série de problemas: igrejas anêmicas espiritualmente, ovelhas famintas, incompreensão das doutrinas sagradas, confusão profunda entre doutrina bíblica e usos e costumes, substituição da verdadeira função do pastor por funções outras, secundárias. E é grave perceber que os mesmos sequer dedicam-se à leitura e a busca do conhecimento bíblico visando capacitar-se para a tarefa. Outra consequência grave disto é a insegurança comum desses obreiros que gera inveja, disputas, mal estar com os próprios companheiros e a tentativa de desconstruir relacionamentos fraternos por medo de perderem seus postos. Não bastando, lançam mão de pregadores despreparados, profetizadores, reveladores, e pseudo-milagreiros na tentativa de alimentar os membros de suas igrejas. Dão o cajado da doutrina à pessoas despreparadas e não credenciadas para a ministração da palavra à igreja, desconsiderando o fato de que o chamado ministerial é de ordem exclusivamente PESSOAL! Com isto, tornam-se omissos e negligenciam a própria responsabilidade delegada por DEUS. Oremos para que esta desgraça não se abata definitivamente sobre a igreja do SENHOR, ou então, estaremos fadados à falência de muitas de nossas igrejas, o que já ocorreu na Europa e em muitos países de primeiro mundo!


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

ENTRE O PICADEIRO E O ALTAR - Pregadores que tratam a igreja como circo


"Respeitável Público: Com vocês... ooo PREGADOOOORR!!"


É quase isto! Anuncia-se o pregador e então aparece atrás do púlpito alguém vestido num terno colorido, sapatos multicores, gravata linguiça ou gravata multicores com pedrarias a gosto, calças apertadas (cores a gosto - vermelho, verde, azul, roxo, preto, branco, amarelo), e outros adereços esquisitos. Outro dia, um deles apareceu com gravata, lenço e echarpe amarelos... Nitidamente estava preparado para um desfile na passarela, mas jamais para o púlpito! Um amado amigo meu, pregador renomado, disse há pouco tempo enquanto ministrava: "boa parte dos pregadores de hoje não está vestindo-se para vir ao culto apresentar-se a DEUS, mas para as mulheres que frequentam os cultos!" Logo pensei: "bem, a maioria deles ou entende bem pouco ou nada de ética, ou bem pouco ou nada de mulheres". Que DEUS perdoe-me o divertimento imaginário neste aspecto, mas, seria cômico se não fosse trágico! Deve o pregador vestir-se sobriamente, como é digno do púlpito. Não entendam-me mal, por favor, mas tenho inquietante irritação quando vejo coisas assim, e olhem que não tenho visto poucas. Já são vários anos viajando e ministrando em todo tipo de eventos por esse país e tenho sentido-me muitas vezes constrangido com algumas aberrações e situações ridículas com as quais deparo-me!

Tem mais: além do visual chocante, hilário ou deprimente, alguns também pecam gravemente na comunicação. Na débil tentativa de impressionar o público com uma linguagem mais rebuscada ou erudita, alguns lançam mão de termos desconhecidos, palavras não coloquiais e expressões esquisitas. Impostam suas vozes profundamente numa terrível manobra para chamarem atenção do público. Por outro lado, há os que exibem péssimo português. Outros, cumprimentam os obreiros ao chegarem no ambiente, com uma falsa e exibicionista reverência, inclinando-se à frente quase como o fazem os japoneses em sua característica cultura. Perdoem-me, mas não resisti. Senti-me impulsionado a escrever sobre isto. Gostaria mesmo que os companheiros e irmãos pregadores compreendessem isto de forma educativa, instrutiva, conselheira, como uma crítica positiva. Penso que o posso fazer como pastor e pregador do evangelho, embora consciente de minha pequenez, de minhas limitações e de minha disposição em SERVIR ao SENHOR.

Outra coisa estranha são as acrobacias ensaiadas por alguns que movimentam-se desenfreadamente, agitam os braços freneticamente, gritam excessivamente o tempo todo, saem correndo no meio da igreja e coisas do tipo. Conheço alguns que ocupam o tempo no altar contando anedotas e fazendo o povo rir, em alguns casos, inclusive, com linguajares e histórias que não caem bem no ambiente espiritual e especialmente no púlpito da Casa de DEUS! Não que o bom humor não seja bem-vindo, e gosto de ouvir pregadores alegres, mas faça-se tudo com ordem e decência. Igreja não é circo, altar não é picadeiro e pregador não é palhaço; com todo respeito aos profissionais do ramo! Fico realmente estarrecido com estes comportamentos e creio que boa parte dos meus caros leitores sinta o mesmo! Claro que há aqueles pregadores que ocupam o outro extremo: postam-se rigidamente atrás do púlpito, não movem-se um centímetro sequer e discursam como se estivessem engessados, numa falsa ética e numa postura forçada, que foge ao natural e claramente o público percebe que aquela não é a real personalidade do pregador. Penso que o pregador deve agir naturalmente, óbvio que com aquela reverência necessária e característica ao púlpito, ao altar, à igreja, mas nunca mecânica ou roboticamente. Nem tampouco sem saudáveis limites que são inerentes ao bom senso.

Definitivamente, precisamos rever os conceitos. Especialmente os novos pregadores devem cuidar-se para não caírem nesses modismos e nessas esquisitices do nosso tempo. A igreja é lugar santo, o púlpito é sagrado e o altar dispensa comentários! Mais espiritualidade e menos espetáculos, mais GRAÇA e menos gracejos, mais unção e menos frases e gestos de efeitos forjados. O povo precisa ouvir a mensagem genuína do evangelho, ministrada por pregadores autênticos e comprometidos única e exclusivamente em fazer aparecer JESUS ao invés deles! O centro da mensagem é sempre CRISTO e nunca o pregador; a personalidade do culto é o SALVADOR e não o mensageiro e a pregação é um grito revelador em direção aos pecadores e não um espetáculo para promover o pregador. A igreja é uma comunidade de salvos adoradores, e não um circo de expectadores desejosos de espetáculos centrados no homem! Definitivamente, não confundamos ALTAR com PICADEIRO!

Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar


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