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terça-feira, 1 de novembro de 2016

SOU CRENTE, POSSO COMEMORAR O DIA DE FINADOS?



Todo ano é a mesma coisa: quando se aproxima o dia 2 de novembro, as pessoas começam a perguntar: "Pastor, crente pode comemorar o dia de finados?"; Em anos de ministério pastoral, dou sempre a mesma explicação, embora a gente vá se aperfeiçoando com o tempo. Bem, vamos lá. Nós não comemoramos a data por causa da sua origem e do lastro que a sustenta desde a sua criação, que é a crença do catolicismo romano na intercessão pelos mortos. Eles acreditam que os vivos podem fazer sacrifícios pelos que já se foram a ponto de alcançarem o perdão dos pecados dos seus entes queridos que já estão na eternidade. Uma crença totalmente equivocada e baseada num ensino enganoso baseado no livro apócrifo (que não faz parte do cânon bíblico sagrado) de II Macabeus 12.

O dia de finados também é conhecido como o "dia dos mortos" ou ainda como o "dia dos fiéis defuntos". Por causa disto, nesta data ou em qualquer outra, os católicos intercedem (oram) pelos mortos, suplicam o perdão dos pecados deles, acendem velas e fazem missas de sétimo dia quando morre algum ente querido. Todas essas crenças e práticas não encontram apoio bíblico algum, aliás, contrariam o que diz a Palavra de Deus a respeito dos mortos. Quando uma pessoa morre, o seu caminho já foi definido pela sua escolha em vida de servir ou não a DEUS, de entregar ou não sua vida ao Senhor JESUS CRISTO! Não há mais o que fazer após ter sido dado o último suspiro nessa terra, a não ser encarar a realidade da vida após a morte. Não há atalhos, paradas para consertos ou novas opções após a morte: ou o indivíduo vai direto para o céu (eternidade com Deus), ou vai direto para o inferno (eternidade sem Deus e lugar de sofrimento para sempre). Portanto, não adianta mais orar por quem morreu, acender vela, pagar promessa ou fazer sacrifícios inúteis! Ninguém pode alcançar o perdão do pecado de outra pessoa nem absolvição dos que já morreram. Vejamos o que dizem os dois textos à seguir:

"E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." (Eclesiastes 12:7)

"E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo". (Hebreus 9:27).

Há ainda a dura verdade de que os vivos não podem fazer contato com os mortos, nem o contrário. Portanto, a consulta aos mortos, a incorporação dos espíritos dos mortos e coisas do tipo, são mentiras do diabo que tem prazer em iludir as pessoas fazendo-as acreditarem que realmente podem ter contato com seus entes queridos já falecidos. Vejam o que diz o texto bíblico de Eclesiastes 9:5 - "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento". Da mesma forma, é bom lembrar que os mortos não podem interceder pelos vivos, mesmo aqueles que foram passar a eternidade com DEUS. Se o fizessem, essas orações seriam inúteis, conforme nos mostra o texto de Lucas 16: 20-31. É por essa razão que os evangélicos também não invocam padroeiros ou santos canonizados pela igreja católica nem os reverenciam como intercessores ou milagreiros. Pessoa alguma que morreu, independentemente de sua posição na história da igreja ou grau de parentesco com o Senhor JESUS CRISTO ou mesmo com qualquer dos heróis da fé, tem o poder de nos salvar, de purificar-nos dos nossos pecados, de alcançar "graças" ou de nos livrar do poder do inferno. Em Atos 4:12 está escrito: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos". E ainda: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (I Timóteo 2:5).

Tanto nossa prestação de contas, quanto a nossa salvação, são questões individuais, ou seja, só o indivíduo pode responder por si próprio. Ninguém mais pode confessar os nossos pecados por nós ou fazer o acerto de contas com DEUS: "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (Romanos 14:12) ou ainda: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1:9). Por causa disso, é essencial que mantenhamos uma boa consciência para com DEUS. Quando a morte chegar, devemos estar preparados para esse momento e com todas as questões resolvidas entre nós e Deus. Foi o que disse o apóstolo Paulo em Atos 24:16: "E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens". Só uma boa consciência é capaz de nos manter em paz com DEUS por meio do sacrifício de seu filho no calvário, senão vejamos: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1).

É pecado ir ao cemitério no dia de finados? Não, não é pecado. Todavia, não condiz com a nossa fé. Esse dia é especialmente escolhido pelo catolicismo para a prática dessa fé equivocada. Dessa forma, não seria de bom tom à qualquer crente reverenciar essa data e muito menos aos mortos. Se deseja ir ao cemitério fiscalizar a conservação ou estado do túmulo de seu ente querido, faça-o em outra ocasião.

Posso levar flores para colocar no túmulo do meu ente querido? A linha de raciocínio é mesma: pra quê? Seu ente querido não poderá cheirar as flores ou se alegrar com elas, visto que ele não tem contato com esse mundo.

Posso lavar o túmulo para o dia de finados? Bem, creio que seja digno manter o túmulo de seu ente querido limpo, em qualquer época do ano. Por isso, seria correto manter a regularidade na limpeza três ou quatro vezes por ano, pelo menos. Não por causa do falecido, mas por causa da aparência diante daqueles que passarão pelo local. É honroso que você preserve os locais onde estão sepultados os ossos de seus entes queridos e isto não é pecado. No entanto, quando o fizer, não o faça para eles, mas para a higiene do local.

Finalmente, o que devo fazer em relação a isso se não posso comemorar a data? Faça o que todos devem fazer: seguir os bons exemplos deixados pelos seus entes queridos e dar prosseguimento ao bom legado de cada um deles. Os bons ensinamentos, os exemplos do bom caráter, o modo de vida piedoso e santo e seus conselhos sábios, devem ser seguidos, Nada mais. Procure gastar tempo com os seus entes queridos vivos: pregue o evangelho para eles, dê-lhes amor e carinho, compartilhe tempo e cuide deles enquanto estão vivos. Após a morte, só restará a saudade, as boas lembranças e os bons exemplos.

Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar 
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