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segunda-feira, 22 de junho de 2015

OS DIAS DE HOJE...


Estamos vivendo dias nos quais...


- Gente de caráter incomoda

- Quem diz a verdade, não serve
- Quem é correto está fora de moda
- Quem rejeita o erro está ultrapassado
- Quem faz o certo perdeu a graça
- Quem tem princípios é antiquado
- Quem defende a moral é preconceituoso
- Quem não apóia rebelde é fóbico
- Quem prega a Bíblia é politicamente incorreto
- Quem tem opinião própria é antipático
- Quem é fiel à doutrina apostólica é radical
- Quem condena o pecado é desprovido de amor
- Quem escolhe santificar-se é fanático
- Quem decide estudar a Bíblia é frio espiritualmente
- Quem busca as coisas espirituais é menino, imaturo

O cenário está perfeitamente preparado e pronto para a vinda de Cristo.


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar 

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quinta-feira, 18 de junho de 2015

A FALSA MODERNA GUERRA SANTA DOS EVANGÉLICOS - É coisa nova mesmo?


É possível anunciar um evangelho que não provoque dissensão?


Em algum lugar, li um artigo de certo apologista e pastor, acusando os evangélicos de estarem promovendo uma "guerra santa" no país ou, pelo menos, contribuindo para que ela aconteça. Chega a fazer entender que somos vândalos tentando promover um incêndio. Para o religioso, os materiais para a combustão que deflagraria o desastre seriam nossa "intolerância" e nosso "preconceito" em relação aos pecados que ele tolera e relativiza. Como num lampejo no céu que prepara-se para a chuva, veio ao meu pensamento uma porção bíblica que imediatamente instalou-se em meu coração. Ela narra as palavras do Senhor Jesus. É a seguinte:

"Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize! Supondes que vim dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão. Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra." (Lucas 12: 49-53)

Somente nessa porção bíblica, é possível perceber uma série de equívocos do caro ministro evangélico defensor dos pecadores resignados e inconversos. Passo a pontuar alguns que considero de fundamental relevância:

1) O incêndio foi deflagrado há dois mil anos -Nesse caso os evangélicos atuais não estão inaugurando nenhum novo tempo, nem são detentores da autoria do tal incêndio. É o primeiro equívoco do ávido defensor do silêncio da igreja. Foi o Senhor Jesus quem disse: "Eu vim lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder". Ele falava de uma nova era de relacionamento com Deus, de um novo tempo de purificação, de um estado de santificação que seria estabelecido através de sua morte vicária. O que ele estava revelando era que o Espírito Santo, a partir daquele período, estaria presente no homem para promover o convencimento do pecado, levá-lo ao arrependimento (abandono do erro), à confissão, ao perdão e a um estado de permanente comunhão com o Pai através da graça e de uma vida santificada por ela. Quando diz: "bem quisera que já estivesse a arder", ele refere-se ao desejo que tinha de já ter passado pelo sofrimento da cruz e dado início aquele período, o que aconteceria em pouco tempo. E então, confirma: "Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize". É possível ler sobre o clímax de sua ansiedade relacionada a esse momento, durante seu sofrimento no Jardim do Getsêmane. A partir daí, o incêndio seria mantido pela pregação genuína do evangelho.

2) A verdadeira "guerra santa" não começará agora, está acontecendo há dois milênios - Eis o segundo equívoco: Esse termo (guerra santa) já foi utilizado dezenas de outras vezes. Serviu para denominar as guerras da nação de Israel com o povo árabe ao longo do tempo, intitulou períodos envolvendo a igreja primitiva e o poder de Roma, apareceu nos embates da Reforma de Lutero, perseguiu os pais da igreja e vários outros episódios que não vem ao caso. Não é novidade. Quanto sangue foi derramado ao longo da história da igreja, quantos cristãos foram perseguidos por proclamarem a verdade e quantos morreram empunhando a bandeira do evangelho? E toda guerra surge motivada por divisões; divisões de sentimentos, divisões de ideias, divisões de ideais, divisões de terra, divisões de poder econômico, divisões políticas, divisões religiosas e, inclusive, divisões espirituais. É o que ocorre aqui nas palavras proferidas pelo Senhor Jesus: "Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão". Bem, então, qual a novidade? Estamos divididos e sempre estaremos, até que Cristo volte. Somos dois grupos: os que pregam a Cristo, vivem o que Cristo ensinou e anunciam sem fronteiras ou relativismo o evangelho, e os que vivem no pecado, não vivem o que Cristo ensinou, contextualizam a mensagem e seus efeitos, relativizam o pecado e não se apartam dele! E esses, inclusive, estão não apenas no mundo que jaz no maligno, mas surgem também no meio da igreja de Cristo. Não estou defendendo ou motivando a inflamação dos ânimos ou pondo lenha na fogueira como sugerem alguns. Longe disso! Quanto mais paz, melhor. Todavia, enquanto pregarmos o evangelho autêntico, essa paz ecumênica ou esse universalismo será simplesmente impossível.

3) Se até as relações familiares seriam afetadas, como não seriam as relações sociais? Triste engano. Mais um equívoco do nosso bravo herói dos inconversos! O Senhor Jesus cita as relações familiares como primeiro palco dos conflitos religiosos, e não menciona isto como simples possibilidade, antes afirma enfaticamente: "Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três". Aprofunda o discurso e detalha a origem das divisões geradoras de guerras intelectuais, espirituais e religiosas: "Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra". Para a família judaica a paz no lar, a ausência de conflitos na família e a boa relação com os entes queridos era coisa sagrada! O que o mestre disse caiu como uma bomba entre os discípulos. Se o evangelho tem o poder de abalar as relações familiares, ou seja, nosso circulo íntimo, quanto mais abalará nossas relações com gente alheia à nossa casa! Certamente, aparecerá alguém para minimizar a abrangência das palavras de Jesus, aliás, já ouvi em algum lugar, há muito tempo, sobre isto. Afirmam que isto se restringia aos tempos de Cristo e ao povo judeu; dizem que isto ficou no passado e que nada tem a ver conosco. Engano! Repito: é assim desde que Cristo veio e será assim até que ele venha.

4) É tolice pensar que o mundo poderá nos amar, ou pensar que nós devemos amar o mundo - Eis as razões:
  • "Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia." (I João 3: 13)
  • "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele." (I João 2: 15)
  • "Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I João 4: 7)
  • "Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno". (I João 5: 19)
Então, depois de tudo isso, você certamente me perguntaria: "Mas, não devemos amar os pecadores e mostrar-lhes o caminho da salvação?". A resposta é simples: Claro que devemos amar os pecadores e é óbvio que devemos mostrar-lhes o caminho da salvação! Amor, amor, amor e amor! Sempre amor. Mas não há amor verdadeiro que não repreenda, que não mostre o perigo, que não aponte o erro, que não mostre o perigo da condenação eterna ou que seja omisso em relação a verdade. É intrínseco do amor estender a mão, ajudar, motivar, afagar quando necessário, sorrir, abraçar e concordar quando correto. Mas o amor não é omisso, tão pouco tem espírito de covardia. Graça e juízo são duas vertentes inegáveis do evangelho.


Pr. Jesiel Freitas
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quarta-feira, 10 de junho de 2015

SOU FUNDAMENTALISTA


Não há nada demais em ser fundamentalista


O cenário evangélico no Brasil está em ebulição. Há um episódio histórico se desenrolando e marcando tempo, e envolve evangélicos, movimentos sociais e política. A efervescência toma conta das veias daqueles que integram grupos que discutem assuntos como maioridade penal, aborto, prostituição, estrutura de família, homossexualidade e outros diversos temas. Os mais intensos são estes. Nesse emaranhado de fios de alta tensão, regularmente ocorrem curtos-circuitos pelas ruas. O último foi o da Parada Gay, e não é sobre ele que desejo falar. O assunto está longe de ser esgotado, mas, por hora, já me esgotei dele. O problema é que as discussões quase sempre, vão além do campo das ideias ou dos ideais e partem para o pessoal. Ofender, agredir verbalmente, desrespeitar e rotular, tornaram-se posturas pontuais nesses episódios. Longe, muito longe de querer dar ao movimento evangélico postura de vitimização, devo dizer que realmente estamos sendo atacados em nossos credos e em nossa fé. Isto envolve princípios morais, crenças religiosas e compreensão espiritual das coisas. Mas, o que causa estranheza para alguns, não são os ataques dos que não professam nossa fé cristã; ao contrário: são os ataques daqueles que estão no mesmo barco, que anunciam o mesmo Cristo e que empunham a mesma Bíblia. Há correntes evangélicas que já se desvirtuaram completamente do evangelho puro, saudável e livre de misturas incompatíveis. E, pasmem, dentro do próprio círculo evangélico há aqueles que estão nos rotulando como FUNDAMENTALISTAS! Sim, sem rodeios, sem figuras de linguagem, sem voltas, sem ironias... fundamentalistas! Que coisa terrível! Bem, não para mim. Terrível para os que se assustam com o título, para aqueles que o tomam como eles o aplicam, mas, não para mim. Bem, e o que significa fundamentalismo? Esclareçamos:

FUNDAMENTALISMO = Doutrina que defende a fidelidade absoluta à interpretação literal dos textos religiosos. Atitude de intransigência ou rigidez na obediência a determinados princípios ou regras. (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).

Entre outros significados, o Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa, define primariamente: "Crença na interpretação literal da Bíblia". 

Bem, estou mais aliviado! Não porque quando alguém me acusa de fundamentalista isso me incomode, mas porque ser fundamentalista é uma coisa muito boa nesse caso. Eu declaro: SOU FUNDAMENTALISTA! E sabem porquê? Bem, explico:

1) Sou fundamentalista, porque estou fundamentado sobre Cristo - Este é o evangelho que anuncio, o que está fundamentado sobre o Senhor Jesus Cristo. Vejam o que disse o apóstolo Paulo:

"Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo". (Romanos 3: 11)

Não abro mão disto. E creio literalmente em Cristo! Defendo fidelidade absoluta a tudo o que a Bíblia revela sobre ele, sobre o que ele disse e sobre o que ele nos ensinou a fazer. Sou falho como qualquer outro homem, mas, defendo a verdade de que devemos seguir seus princípios e regras.


2) Sou fundamentalista, porque sigo a doutrina apostólica, que também era fundamentada sobre Cristo - Os apóstolos e profetas edificaram a igreja sobre um inabalável alicerce. Colocaram como pedra angular desse alicerce, o Senhor Jesus Cristo:

"edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular". (Efésios 3: 20)

Nesse caso, se os apóstolos edificaram, se a igreja primitiva permaneceu no fundamento sobre o qual eles edificaram e se ela foi unânime nisto, então não há razão para que eu seja diferente!


3) Sou fundamentalista, porque sirvo a Cristo pela fé e pela mesma fé creio em sua palavra e espero em suas promessas - É impossível servir a Cristo e alcançar a salvação eterna, sem lançar mão da fé. A vida espiritual é movida pela fé, nossa redenção é movida pela fé, nossa transformação diária pela palavra ocorre por meio da fé e só posso acreditar que passarei a eternidade com Deus pela fé.

"ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem". (Hebreus 11: 1)

Ai de mim, ai de minha alma e como serei livre da condenação eterna, senão pela fé? Então, nesse caso, não posso abrir mão da verdade que a fé é o firme FUNDAMENTO que me move na direção de Deus. Então...

Sim! Sou fundamentalista! Escolho ser fundamentalista tendo Cristo e seus ensinos como fundamento, que ser superficialista tendo Satanás, suas heresias e o relativismo cultural como frágeis paredes.


Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar


sexta-feira, 5 de junho de 2015

A IGREJA DEVE FICAR CALADA?

Estão certos os que defendem o silêncio da igreja diante do pecado e dizem que só o amor de Deus deve ser mostrado ao mundo? 

Radicalismo, extremismo ou excesso de qualquer tipo jamais devem ser características da igreja de Cristo. É fato. O equilíbrio é sempre o bom tempero para qualquer coisa, e isto não deve mudar, nem pode. O que deve ser reavaliado, no entanto, é o comportamento social da igreja na atualidade. E há razões de sobra para pensarmos responsavelmente na questão, e pensarmos biblicamente, afinal, sem Bíblia não há igreja. Que influência de fato a igreja de Cristo está exercendo sobre o mundo? Ela realmente tem sido a voz de DEUS para os perdidos além das quatro paredes dos templos? Cumprimos apenas o "ide" para a pregação do evangelho ou cumprimos também o papel de confrontadores do pecado,  de profetas da última hora, de denunciantes da iniquidade e moderadores morais? Sim, moderadores morais! Este é um dos papéis da igreja através da exposição e confrontação do pecado. Ela não tem o dever de evitar na íntegra o apodrecimento moral, até porque é impossível, todavia, ela possui o papel de freá-lo, ou pelo menos de viver tentando fazê-lo quando expõe o pecado de forma clara e direta. Afinal, esta é uma das principais finalidades da igreja exposta por Cristo aos discípulos no evangelho de Mateus 5.13, conforme lemos: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para lançar fora, e ser pisado pelos homens". Penso que uma igreja que se cala, que silencia diante do pecado e das aberrações que surgem no tempo do fim, é uma igreja omissa, inútil, neutra e, como disse o Senhor Jesus, tornou-se insípida. E, fatalmente será pisada pelos homens que, aliás, esperam avidamente a oportunidade de fazê-lo.

Vejo diariamente alguns professos apologistas, pregadores e até pastores dizendo que a igreja não deve envolver-se diretamente com as questões concernentes ao mundo à nossa volta até porque está perdido mesmo, então temos que aprender a conviver pacífica e passivamente com ele. Inflamam-se quando apontamos práticas pecaminosas, mudanças culturais, transformações morais e comportamentos claramente nocivos às pessoas, à espiritualidade e às nossas famílias. Aparecem defendendo heroicamente nas redes sociais os meios de comunicação que deturpam valores, práticas desde sempre condenadas pela Bíblia, grupos e movimentos que não só praticam o que não agrada a Deus, mas que também lutam para imporem seus devaneios e comportamentos abominados pelo SENHOR. Vivemos no Brasil um momento de euforia social em relação a diversos temas: aborto, correção dos filhos, prostituição, equilíbrio dos meios de comunicação, homossexualidade, corrupção política, maioridade penal, limites para os professores e para os alunos em sala de aula e outros. E a verdade é uma só: perdeu-se o controle de muitos comportamentos nocivos, aprofundou-se o estado de permissividade e inverteu-se muitos valores que claramente estão levando o país e o mundo ao caos. Tempos do fim, profecias se cumprindo? Sim, claro que sim. Bem, e o que devemos fazer? Afastar-nos disso tudo, desistirmos de pregar a verdade e assistirmos passivamente famílias se esfacelando, a sociedade zombando de Deus e parte da igreja se acovardando diante do seu papel e do seu dever de proclamar a verdade? Anunciarmos cômoda e confortavelmente apenas o amor de Deus para a humanidade e evitarmos o constrangimento, a antipatia e o anúncio antiquado da justiça, do juízo divino e das verdades presentes na totalidade do evangelho? Devemos pensar seriamente sobre isto.

Entre as questões envolvidas diretamente na responsabilidade da igreja como agência divina na terra, apresento algumas que considero essenciais, inevitáveis e obrigatórias. Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo recomendou entranhavelmente: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12: 2). Logo, contrariando todo pensamento de que a igreja deve conformar-se, aceitar e viver passivamente no mundo, devemos estar cada dia mais inconformados. Em segundo lugar, a igreja precisa brilhar com suas boas obras: "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5: 14-16). Se a igreja fizer o que o mundo faz e comportar-se como o mundo se comporta, sua luz não aparecerá ou será sufocada pelo alqueire do mundo.  Em terceiro lugar, a sabedoria de Deus em todas as suas faces precisa tornar-se conhecida do mundo espiritual e do mundo físico; seja a face do amor, ou seja a face da justiça. Em Efésios 3: 10 está escrito: "para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais". É a igreja quem deve propagar a multiforme sabedoria de Deus em todos os lugares, dentro e fora dela. Se porventura calar-se, omitir-se, silenciar ou acovardar-se, estará escondendo o que deveria revelar. Há um quarto ponto que devemos considerar seriamente: era admirável nos apóstolos e primeiros discípulos de Cristo a coragem para confrontar os homens que lhes resistiam, mesmo que respeitando-lhes em suas funções, priorizando o que Deus lhes incumbira de fazer. Em Atos 4: 18-20, após Pedro e João serem levados perante o Sinédrio (tribunal religioso dos judeus) por anunciarem a Cristo e suas doutrinas, interpelados e proibidos de pregarem o evangelho, reagiram exemplarmente: "E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido". Notem, que eles não estavam apenas os proibindo de pregarem o evangelho, mas também de ensinarem no nome de Jesus. Esta deve ser a postura firme da igreja: ensinar o que Deus lhe ensinou sobre o pecado e suas consequências. Acima de tudo, ouvir a Deus. Tudo o que o mundo e os homens disserem contra a Bíblia Sagrada, está abaixo de Deus. Novamente, em Atos 5: 28,29 eles são repreendidos pelas autoridades religiosas após saírem miraculosamente da prisão, onde foram trancafiados por pregarem o evangelho da verdade, e acusados de lançarem o sangue de Jesus sobre elas (juízo). A resposta deles narrada pelo evangelista Lucas é firme, veemente e, para muitos religiosos dos nossos dias, radical demais. Eis a narrativa: "Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens".  Essa mesma coragem, essa mesma dose de ousadia gerada pela presença e pelo revestimento do Espírito Santo, deve estar viva na igreja de hoje: "e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" (Atos 4: 31).

Em quinto lugar, em tempos iniciais da igreja, o apóstolo Paulo declarou o poder do evangelho para o judeu e para o grego, para o seu povo e para os gentios. No contexto atual, é o mesmo que dizer: para o crente e para o mundo sem Deus. Então, Cristo e sua doutrina devem ser anunciados dentro da igreja e fora dela. Sua palavra deve santificar a igreja e julgar o mundo apontando-lhe os erros e mostrando-lhe o caminho da salvação. Em Romanos 1: 16, o apóstolo brada: "Porque eu não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiramente do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé". O que será que o destemido apóstolo dos gentios diria a respeito da igreja de hoje? Que avaliação ele faria dos "apologetas" que reprovam a intrepidez e a veemência dos profetas que denunciam o pecado e expõem ao mundo suas objeções e protestos contra tudo que se rebela contra Deus? Ele aprovaria, incentivaria ou aplaudiria o silêncio dos omissos e covardes que recuam diante da pressão do mundo? Certamente que não! E a igreja deve seguir corajosamente em frente sem jamais camuflar o juízo divino sob pretexto de revelar apenas o amor de Cristo! Em sexto lugar, nem Cristo, nem Paulo, nem Pedro ou qualquer um dos apóstolos esconderiam do mundo, como não esconderam naqueles tempos, a ira e o juízo de Deus sobre o pecado e sobre os pecadores inconversos. E foi isso que prosseguiu dizendo o pregador convertido na estrada de Damasco, um pouco mais a frente em Romanos 1: 18 e 19: "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou". Nem a hermenêutica, nem a boa exegese nos farão enxergar de outra forma o dever da igreja de profetizar com autoridade, de denunciar com veemência e de se contrapôr ao pecado!

Só podemos concluir seguramente que não devemos sentir medo, nem nos calarmos, mas falarmos como "disse o Senhor em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales" (Atos 18: 9). A igreja e seus pregadores não foram chamados para se tornarem ícones da simpatia, para agradarem ou para suavizarem a mensagem do evangelho. Os profetas de hoje são os pastores, os evangelistas e os pregadores do seio da igreja. Como os profetas do passado, precisam estar dispostos a morrerem pelo evangelho, se necessário for. Não se pode aceitar ou pensar que a igreja de Cristo deva ser insípida, deva perder ou abrir mão do seu poder de salgar o mundo! Isto é ser cristão. Ao pregador britânico Leonard Ravenhill, atribui-se a seguinte afirmação: "A pior coisa que pode acontecer a um pregador é ele se tornar cortês". Não tenho dúvida alguma disto e creio que os pregadores convictos de suas chamadas também não tenham. A igreja precisa exercer influência poderosa sobre o mundo, ou acabará inevitavelmente admitindo o que afirmou Charles Spurgeon, pregador batista reformado britânico que viveu de 1834 à 1892, tendo pregado seu primeiro sermão aos dezesseis anos de idade: "Sei porque a igreja tem pouca influência no mundo atualmente: é porque o mundo tem muita influência na igreja". Que Deus nos guarde dessa tragédia espiritual e que nos dê coragem e responsabilidade suficientes para sermos guardiões da ousadia e do evangelho que denuncia o pecado! A igreja deve ficar calada? Não! Jamais! Deve gritar o mais alto que puder o amor de Deus e seus juízos eternos.

Pastor Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

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